Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – O escritor Salatiel Soares Correia recorre, para explicar a origem do livro “O jogo invisível das instituições”, a uma imagem célebre da história da literatura: a de Gabriel García Márquez que, durante uma viagem de carro, teve a intuição que daria origem a “Cem Anos de Solidão”. Guardadas as proporções, também experimentou um movimento de retorno – não geográfico, mas intelectual. “Após uma formação marcada pelo rigor técnico, percebi a necessidade de ampliar horizontes e aproximar técnica e literatura”.
O livro foi lançado para um seleto público que compareceu na manhã de sexta-feira, dia 7, na Casa Rosada de Goiânia, sede do IHGG.
A engenharia organiza sistemas; a literatura ilumina a consciência humana. Inspirado nas peças de William Shakespeare, especialmente no recurso do observador que revela o caráter quando as máscaras caem, “procurei construir uma narrativa que investigasse as relações entre poder, caráter e instituições”.
Embora inspirado por observações da realidade, o livro é essencialmente fruto da imaginação. “Seus personagens não são bandidos nem heróis absolutos, mas figuras humanas marcadas por contradições, ambições e fragilidades. Por meio do observador invisível, as narrativas buscam compreender – mais do que julgar – as zonas ocultas da alma humana e das organizações”, completou.
