Adriana Marinelli
Goiânia – A reintegração de posse da Câmara Municipal de Goiânia já determinada pela Justiça foi tema de reunião entre o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e representantes da Comissão de Conflitos Fundiários da Secretaria Estadual de Segurança Pública. O encontro foi realizado no 5º andar do Paço Municipal, na manhã desta terça-feira (17/6), e tratou sobre a desocupação do plenário, ocupado por professores e servidores administrativos da Educação municipal há mais de uma semana.
Durante o encontro desta terça, o prefeito voltou a afirmar que está aberto a novas negociações com os profissionais que estão em greve. O presidente da comissão da Secretaria de Segurança Pública, coronel Edson Costa Araújo, afirmou que este momento é ideal para o diálogo entre as partes.
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O coronel destaca ainda que “desde que foi criada a comissão que gerencia e busca soluções legais acerca do cumprimento de mandados judiciais tem conseguido sucesso no trabalho de desocupação, imissão e reintegração de posse de áreas urbanas e rurais em Goiás, sem a necessidade de uso da força policial”.
Depois da reunião no Paço Municipal, o prefeito seguiu para o Palácio das Esmeraldas, onde se encontrou com o governador Marconi Perillo. Além da reintegração de posse da Câmara, temas relacionados à Segurança na capital goiana também foram abordados.
De acordo com o governador, que concedeu entrevista coletiva também na manhã de hoje (17), na ocasião foram definidas estratégias para que o combate ao crime, principalmente aos crimes com mortes, seja intensificado em Goiânia.
Perguntado sobre a reintegração de posse da Câmara, o governador afirmou que conversou sobre o assunto com o prefeito e, segundo ele, tudo está sendo feito da melhor forma possível. "Estamos fazendo o possível para que tudo ocorra de forma pacífica", garantiu.
Nova reunião
Uma nova reunião da Comissão de Conflitos Fundiários da Secretaria de Segurança Pública, prevista para a manhã desta quarta-feira (18/6), voltará a discutir a reintegração. Devem participar representantes da Prefeitura de Goiânia, dos servidores da Educação do município, do Ministério Público Estadual, do Poder Judiciário, da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Goiás (OAB-GO), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e das polícias Civil e Militar.