Catherine Moraes
“A morte da Polyanna é uma coisa que eu não processo. Só tive minha vida interrompida, não tive pra onde ir, o que fazer. Sem chão, não queria trabalhar, não queria levantar da cama. Mas depois de um tempo, tirei força de onde não tinha com o intuito de levar uma vida normal.”
Abatido, o viúvo da Publicitária Polyanna Borges, Thiago Leopoldino afirmou que este não é apenas mais um dia, mas uma forma de reviver todo o sofrimento que o persegue desde a morte da esposa. Ele, que está presente na audiência realizada na sala de audiências da 8ª Vara Criminal, localizada no Fórum Criminal Fenelon Teodoro Reis, no Jardim Goiás, em Goiânia, se mostrou nervoso e, por várias vezes saiu da sala, aparentemente, para se recompor.
Questionado sobre o fato de ainda acreditar na Justiça, o viúvo afirma que sim, que os delegados fizeram trabalho correto, inquérito está pronto e que não há furos na investigação. Ele conta que desde a última audiência, que foi cancelada, todos entraram em um processo de espera muito grande e, que o desejo agora é que os envolvidos recebam pena máxima. Quatro pessoas são julgadas, acusados de participar da morte da publicitária, em 2009, no intuito de roubar o carro dela, um Prisma Max. Assad Haidar de Castro, 23 anos, Leandro Garcez Cascalho, 34 anos, Marcelo Barros Carvalho, 23 anos e Diango Gomes Ferreira, 35. Outros dois, Lavonierri da Silva Neiva, de 24 anos, e Deberson Ferreira Leandro, 27 anos, foram mortos em 2009 e 2010, respectivamente.
“Será qual vai ser a pena desses caras? Um playboy de São Paulo que praticou não sei quantos assaltos pode receber até 100 anos de prisão. E os caras daqui que estupraram, mataram e fizeram dezenas de roubos na cidade? Que tipo de pena eles vão ter? Quero pena máxima”, indigna-se.
Quanto ao sentimento que esgota o peito neste momento, Thiago não sabe descrever. “É complicado, às vezes a gente tem muita raiva, às vezes a gente olha na cara deles e não consegue entender. É uma mistura, às vezes raiva, outras vezes pena, outras ódio. Não dá pra explicar, mas é uma certeza de que eles são pessoas que não podem viver na sociedade”, completa.