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As datas redondas abrem espaço para alguns questionamentos.
Completar 40 anos é um desses marcos que suscitam reflexões e balanços da
própria história. A gente sempre imagina um cenário quando se projeta no
futuro, próximo ou distante.  E quando
chega lá, precisa gostar do que 
encontra.

Quando completei 30 anos estava em um lugar um pouco incerto
da minha vida. Tinha acabado de voltar para Goiânia depois de 12 anos morando
em outras cidades. Não tinha namorado e nem emprego. Em compensação, sempre
tive uma família e muitos amigos generosos. Comemorei os 30 anos
com uma festa ao lado de muita gente querida. Foi um dia feliz.

Um dia feliz que parece ter sido ontem e não há 10 anos.
Nesse hiato, aconteceram muitas coisas bacanas. Conheci um homem bom,
companheiro e amado, me casei e tenho uma filha a quem amo loucamente. Já
tinha dois e ganhei outros dois sobrinhos. Outras duas estão a caminho. Tenho
irmãos com quem posso contar e um pai e uma mãe com saúde e amor para dar e
vender.

Já teria muito, mas ainda usufruo da sorte de trabalhar no
que gosto e ser paga por isso. Para melhorar mais, ganhei uma coluna, onde
posso escrever o que me dá na telha. E ainda tem gente que lê e gosta.

Neste domingo, completo 40 anos. Sempre imaginei que aos 40
anos a gente virasse adulto. Eu ainda não cheguei lá. Sou mãe, casada, trabalho
e pago minhas contas. Mas no fundo, ainda sou aquela menina dos meus 20 anos,
sedenta por novidades, indignada por natureza, que adora beber uma cerveja e
conversar potoca com os amigos. Ou a moça de 30 anos cheia de dúvidas e
ansiedades, buscando o seu lugar no mundo, a 
adolescente que fica emburrada porque o pai não a deixou sair com as
amigas, aquela criança gulosa que ligava todos os dias no vizinho para saber o
que tinha de almoço e então escolhia em qual casa almoçar.

Sou todas elas. Porque no fundo a gente não muda. A idade
passa, mas continuamos os mesmos. Melhoramos em alguns aspectos, pioramos em
outros, mas a essência permanece. Acho que tenho muito para comemorar neste
domingo. Principalmente porque gosto de quem eu fui e de quem me tornei.

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por Bia Tahan

*Jornalista

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