A Redação
Goiânia – Projeto 'Aprendiz do Futuro' atingiu a marca de 6 mil jovens atendidos em Goiás. A ação do governo do Estado contempla adolescentes em situação de vulnerabilidade social . Inicialmente, o programa ofertou 5 mil vagas e atraiu cerca de 10 mil interessados. Em junho, o governador Ronaldo Caiado anunciou sua ampliação, com a abertura de mais 1.250 vagas. Agora, os jovens que fizeram o cadastro de reserva da primeira seleção já estão sendo chamados.
O objetivo do programa, além de formação e qualificação técnico-profissional, é garantir a permanência na escola. Cada jovem recebe um salário de R$ 569,36 e auxílio alimentação no valor de R$ 150, em um investimento anual de R$ 80 milhões. Eles também contam com todos os benefícios assegurados pela legislação trabalhista, como seguro de vida, vale transporte, 13º salário e, ainda, um tablet com internet para fazer os cursos oferecidos.
Gerente de Políticas Públicas de Juventude da Secretaria de Desenvolvimento Social de Goiás (Seds), Cejanne Ribeiro adianta que nos próximos dias serão preenchidas todas as vagas do Aprendiz do Futuro, contemplando 6.250 jovens. Ela revela que cerca de 90 estão em processo de admissão e preparando documentos. Segundo Cejanne, a avaliação que a Seds recebe dos órgãos para os quais os aprendizes são encaminhados é muito positiva. “A grande maioria relata bons resultados e desempenho dos aprendizes”, diz.
O retorno dos jovens também é animador. A maioria deles diz estar ajudando nas despesas de casa. “Eu me sinto muito feliz em trabalhar e ver esse resultado que temos alcançado”, comemora a gerente.
Cejanne explica que o trabalho dos servidores envolvidos com o atendimento dos adolescentes vai além das atribuições previstas. Muitos deles vivem em uma situação tão difícil que não têm nem documentos. “Alguns não têm como fazer o documento em suas cidades; então, temos de entrar em contato com o serviço social do município para levá-los ao município vizinho e providenciar a documentação, abrir conta bancária, fazer Carteira de Trabalho”, exemplifica. Houve o caso de uma jovem órfã, cuja mãe foi assassinada e ela vive com a avó, em que foi preciso ajudar a formalizar a guarda da menina para que ela pudesse solicitar seus os documentos.
Exemplo
Há um ano, a rotina de Karen Cristina Novais de Souza, de 16 anos, mudou. Para melhor. Todos os dias ela sai de casa, no Jardim Cerrado, segue de ônibus para o Colégio Estadual Assis Chateaubriand, onde cursa o 2º ano do ensino médio, e depois vai para o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede administrativa do governo estadual, onde trabalha por meio do projeto Aprendiz do Futuro.
Às sextas-feiras, participa de um curso profissionalizante. “É uma oportunidade muito boa, comecei a trabalhar aos 15 anos com carteira assinada”, comemora Karen, que ajuda em casa com as compras. No órgão em que atua, começou a aprender informática. Quando terminar o contrato, em agosto de 2023, a jovem pensa em fazer um curso na área de recursos humanos.