Catherine Moraes
O procurador-geral de Justiça Benedito Torres se pronunciou na noite da última segunda-feira (4/6), por meio de nota e defendeu o sistema de informática utilizado no Ministério Público em Goiás (MP-GO). A discussão teve início após promotores responsáveis pelo combate ao crime organizado em Goiás entrarem com uma representação na Corregedoria do Ministério Público do Estado para investigar um possível software "espião" instalado em computadores do órgão.
O programa teria sido usado para quebrar o sigilo de operações e detectado também em máquinas usadas por promotores que apuram as atividades da Delta Construções em Goiás. Os computadores do órgão seriam monitorados por um programa que "fotograva" a cada 30 segundos a tela.
De acordo com Benedito, a discussão é “sem fundamento técnico”. Ele alega que, entre as informações falsas que foram divulgadas, está a de que o sistema é novo, quando ele já tem cinco anos, e que ele permite acesso sem autorização. “Na verdade exige login, senha e “aceite” de todos os promotores e servidores que têm computadores e que necessitam de manutenção”, afirma a nota.
O promotor disse que considerou a junção do assunto com a Operação Monte uma forçada tentativa de atingi-lo, atingindo a administração, “mesmo não tendo sido eu a implantar os sistemas que estão criticando”, lamentou. O coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Dênis Bimbati Marques também desmentiu a notícia.
“Não há, nem nunca houve esta desconfiança, até porque, se algum sistema violasse os dados do Gaeco, este seria o primeiro lugar com condições técnicas de detectar vazamentos”, sublinhou Bimbati.