Augusto Diniz
Goiânia – O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) confirmou na manhã desta quarta-feira (22/12) que as empresas GAE, JM e Sobrado, que compõem o Consórcio Corredor Norte-Sul, vão romper o contrato de construção de um dos trechos do BRT Norte-Sul. "Nós ainda não conversamos com a empresa, não sentou para dialogar conosco sobre esse assunto. Está se sentando hoje, no mais tardar nesta semana, com nosso secretário (Fausto Sarmento, secretário municipal de Infraestrutura Urbana) para fazer o distrato. Após o distrato é que podemos tratar de uma nova licitação", disse Rogério Cruz.
Para o prefeito, o desfecho do rompimento de contrato "é triste". O chefe do Executivo de Goiânia afirmou que a Lei de Licitações (Lei Federal número 8.666, de 21 de junho de 1993) não permite a gestão a avançar em "muitas coisas que queremos fazer, principalmente no que diz respeito a infraestrutura". O prefeito disse que a nova licitação do trecho que vai do Terminal Isidória ao Terminal Cruzeiro Sul do BRT Norte-Sul deve ser feita logo após a assinatura do distrato .
"O contrato da empresa, no trecho entre o Terminal Isidória e o Terminal Cruzeiro, é de 2015. Se você pegar um contrato de 2015 com o valor de uma obra em 2015 e o valor da mesma obra hoje, realmente vocês vão observar que tem alguma diferença. Ainda mais se tratando do momento que vivemos, a pandemia, que muitas empresas deixaram parte de obras, não só no poder público, que foram afetadas por falta de insumos. Estamos voltando quase ao normal e recebemos a notícia de que a empresa responsável pela obra do BRT está abandonando a obra. É óbvio que o distrato precisa ser assinado, precisa tudo ser feito conforme a lei."
A parte afetada pelo rompimento do contrato é o trecho 1 do BRT Norte-Sul. A previsão agora é de que a obra entre os terminais Isidória e Cruzeiro só seja concluída no final de 2023. Com 8% da construção concluída nesse ponto do BRT, o trecho foi assumido pelo valor de R$ 67,6 milhões entre fereveiro e maio de 2020. O orçamento previsto é de R$ 87,4 milhões, com R$ 70 milhões em recursos do governo federal.
Entre a parte feita está o corredor de ônibus na Avenida 4ª Radial a partir do Terminal Isidória. As empresas que compõem o Consórcio Corredor Norte-Sul decidiram desistir de realizar as obras do trecho 1 do BRT pelo aumento do preço dos insumos para a construção civil durante a pandemia da covid-19.