Augusto Diniz
Goiânia – A Polícia Civil divulgou na manhã desta segunda-feira (27/12) um áudio que supostamente seria do motorista do ônibus da empresa Real Expresso que se envolveu em um acidente com seis mortes na BR-153 na sexta-feira (24/12). Na mensagem enviada pelo WhatsApp, que será periciada pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict), o condutor do veículo de passageiros teria assumido que o veículo estava com problema no freio.
No áudio, a pessoa, que supostamente seria o condutor do ônibus de passageiros vindo de São Paulo com destino a Brasília, fala que identificou a falha quando assumiu a viagem, ainda na noite de quinta-feira (23/12), às 21h22, no trecho entre Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro. "Boa noite a todos. Carro São Paulo-Brasília via Goiânia. 11.719. Saindo nesse exato momento de Araguari. Observação: muita chuva e o carro está com um problema de freio, freando só um lado. Então a gente está indo mais no sapatinho aí para evitar transtornos maiores", diz o homem na gravação enviada a um grupo de motoristas.
Responsável pela investigação do acidente ocorrido por volta das 2 horas de sexta-feira, a Dict quer saber se o áudio foi gravado e enviado pelo motorista do ônibus, E. C. M., de 31 anos, e se o veículo estava de fato com problema em um dos freios.
Inspeção
A empresa Real Expresso afirmou em nota que "todos os veículos da empresa, e em especial o veículo envolvido no acidente, são submetidos a um rigoroso programa de inspeção e de manutenção antes de todas as viagens".
De acordo com a viação rodoviária responsável pela viagem São Paulo-Brasília que foi interrompida pelo acidente na madrugada de sexta-feira em Aparecida de Goiânia, itens de segurança, como "sistema de freios, pneus, luzes, sistemas de alarmes e controle de tração e frenagem", são verificados e o ônibus só é liberado para a viagem "depois que a engenharia técnica [da empresa] libera".
Segundo a Real Expresso, o veículo que se envolveu no acidente que causou a morte de seis pessoas "não apresentou nenhum problema mecânico ou técnico, e já havia percorrido mais de mil quilômetros desde São Paulo, sem apresentar qualquer problema".
Leia a nota da empresa Real Expresso sobre o suposto problema nos freios do ônibus:
"Todos os veículos da empresa, e em especial o veículo envolvido no acidente, são submetidos a um rigoroso programa de inspeção e de manutenção antes de todas as viagens, onde todos os itens de segurança são checados, como sistema de freios, pneus, luzes, sistemas de alarmes e controle de tração e frenagem, e somente são liberados para a viagem depois que a engenharia técnica libera.O veículo envolvido no acidente não apresentou nenhum problema mecânico ou técnico, e já havia percorrido mais de mil quilômetros desde São Paulo, sem apresentar qualquer problema".
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