A Redação
Goiânia – O presidente estadual do PSDB, Paulo de Jesus, não se calou diante das críticas realizadas pelo prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), ao governo estadual. Durante encontro regional do PT, no sábado (1/2), Gomide, já em pré-campanha ao governo, afirmou que a gestão de Marconi Perillo é ultrapassada. De acordo com Paulo de Jesus, que rebateu as colocações neste domingo (2/2), Gomide começa a mostrar um perfil de homem publico oportunista e incoerente, de “duas caras”.
Durante três anos, disse o dirigente tucano, Gomide sempre apareceu sorridente a lado de Marconi Perillo, tudo registrado pela imprensa de Goiás. “Todas as vezes, sempre elogiando o governador e chamando-o de parceiro de Anápolis”, afirmou Paulo de Jesus. Entretanto, nos últimos dias, Gomide teria optado por incorporar um personagem mais crítico, frio e distante, de acordo com o tucano. “Lembra muito Fernando Collor de Melo”, disse ele, em referência à mudança de posição do ex-presidente, que atacava Lula e hoje é forte aliado do petista.
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Imagens valem por mil palavras, disse Paulo de Jesus. “Engraçado como até poucos dias atrás Gomide se mostrava parceiro e contente com este padrão administrativo. Depois de aparecer sorrindo em inúmeras fotos ao lado do governador Marconi Perillo, ele optou por criticá-lo, o que revela um defeito de caráter irredimível”, questionou o presidente do PSDB, que pede ao prefeito um debate de alto nível sobre as questões de Goiás.
Paulo defendeu o modelo de gestão tucano e reafirmou que o partido estará pronto para o debate político e eleitoral durante o período legal. Ou seja, sem procurar antecipar os fatos, o que poderia prejudicar a população, segundo ele.
O presidente estadual do PSDB disse ainda que Gomide passa a encabeçar a banda dos derrotados de sempre, pois não consegue perceber a evolução trazida pela administração tucana. “Quem deseja governar Goiás deve se lembrar de como era o Estado antes da posse de Marconi Perillo. É preciso lembrar que o modelo anterior de gestão, desse grupo integrado por Gomide, é que fracassou e perdeu todas as eleições em Goiás”.
Paulo de Jesus recordou que na gestão do PMDB, aliado do PT, a remuneração dos servidores públicos estava sempre atrasada e ninguém falava em gestão profissional da administração pública. “Não existia, por exemplo, a prática de aplicação constante de concurso público, nem escola de governo, nem Vapt Vupt, nem rodovias duplicadas com padrão técnico. Ao contrário, Goiás tinha, sim, um punhado de resultados econômicos pífios que nos envergonhava. Goiás era terra sem investimentos, com desemprego galopante e falta de políticas sociais efetivas”.
Bipolaridade
Paulo de Jesus disse que a ‘bipolaridade’ de Gomide será questionada nas urnas. “Se antes, até esses dias, Marconi era o ‘amigo’ de Anápolis, agora o Gomide candidato assume posição de atacar pelas costas quem o ajudou nestes últimos três anos? É preciso avisar ao prefeito de Anápolis que a conformação moral não pode ser vilipendiada a reboque dos seus interesses eleitorais ou de quem quer que o manipule para isso”.
Para ele, o prefeito de Anápolis precisa ser específico e claro, sem confusões em suas críticas. “Gostaria que o prefeito de Anápolis explicasse como este modelo estaria estagnado, se, afinal, Marconi Perillo, com criatividade, enfrentou problemas como o da saúde e da educação de forma peculiar. Como, afinal, Goiás avançou no Ideb (o mais importante índice de educação) se os atos de nossos gestores estivessem mesmo equivocados?”
O líder tucano comentou que Gomide se lança em uma disputa sem garantias, mas se esquece de que a Prefeitura de Anápolis precisa de gestores sérios. Também se lembra dos problemas enfrentados em Anápolis: “A cidade tem sido investigada pela Polícia Federal por conta de problemas na área da saúde. O que ele tem a dizer sobre isso? Com a possibilidade de abandonar o mandato três anos antes do fim, para concorrer ao governo por vaidade e ambição, Gomide salta no escuro e leva os moradores de Anápolis junto.”