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Para a escola pública, todas as chances

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29.06.2011 - 21:25:38

Thiago Peixoto

Uma ampla reforma educacional como a que será implantada em Goiás exige preparação. Nestes primeiros seis meses de gestão, enquanto traçamos a nova política para a educação no estado de Goiás, nos ocupamos, também, dessa parte. Procuramos reorganizar a rede pública estadual como um todo. Foram intervenções pontuais e necessárias para que o processo de ensino e aprendizagem nas escolas estaduais possa se dar, a partir de agora, com maior transparência e eficácia.

Descortinar a verdadeira situação dos alunos da rede estadual foi um dos importantes passos para entender o que se passa nas escolas. A Avaliação Diagnóstica, que é aplicada a cada dois meses a todos os estudantes das séries finais das três etapas da educação básica, nos dá as informações que precisamos para conhecer cada estudante, suas limitações e potencialidades; e também o professor, suas práticas pedagógicas e competências.

Paralelamente, criamos mecanismos de estímulo ao retorno dos professores efetivos da rede à sala de aula. Grande parte desse efetivo estava em funções administrativas nas secretarias das escolas, como professores de apoio, monitores de laboratórios ou de bibliotecas. Precisamos dos professores mais experientes e com maior estabilidade ensinando nossos alunos, na sala de aula. Mais de 4 mil desses profissionais que estavam em desvio de função já retornaram à regência de classe.

Para manter esse professor na regência e atrair novos professores para a atividade fim do educador, criamos recentemente o programa Reconhecer – estímulo à regência, em que o professor em sala de aula poderá receber até R$ 1.500,00 no mês de dezembro. Esse bônus é condicionado à assiduidade do profissional ao trabalho. Além de valorizar o professor, o bônus é um caminho para viabilizar o pagamento do piso salarial nacional, uma vez que contribui para reduzir o número de contratos temporários na rede.

A gestão das escolas também está sendo aprimorada. Neste ano a comunidade tem, pela primeira vez, a oportunidade de escolher o melhor entre os melhores candidatos, que foram previamente capacitados em gestão escolar e avaliados mediante prova escrita. Se eleitos, os novos diretores terão que se matricular em um curso de especialização de 360 horas e não poderão desistir da formação sob pena de perderem o mandato, que a partir dessas eleições será de três anos.
Dessa forma, a educação na rede pública em Goiás passa a caminhar com diretores preparados para liderar as escolas, professores motivados e capacitados para estarem no lugar mais importante da rede – que é a sala de aula -, tutores pedagógicos cumprindo o papel de orientadores e coordenadores pedagógicos sabendo bem todas as suas atribuições. Isso sem falar nas intervenções que estão sendo feitas em caráter emergencial na estrutura física das escolas e que oferecerá, dentro de pouco tempo, as condições que precisamos para anunciar, no segundo semestre letivo, as mudanças que serão implementadas na educação ainda este ano.

Queremos dar aos nossos estudantes todas as chances que eles precisam para terem uma vida melhor. Aprender a ler e escrever e a fazer cálculos é a condição mínima para que eles tenham mais autonomia e possam se apropriar de todo o conhecimento que chega até eles no processo de formação. Nosso esforço, neste primeiro momento de gestão, é nesse sentido.

Também queremos dar todas as chances às escolas públicas da rede estadual. Chances de oferecer educação de qualidade, de ter todos os seus recursos humanos voltados para o aprendizado do aluno. Com o apoio dos professores, gestores e demais profissionais da rede estadual, será possível fazer da educação em Goiás um modelo para o país.

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por Thiago Peixoto

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