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Pai presente, sempre

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11.08.2016 - 14:39:35

Nem sempre as palavras se mostram eficazes. Em determinadas fases, mais complicam do que facilitam. É aí que faz toda diferença o exemplo, as atitudes.
 
Como pais, não raro, nos frustramos ao tentar passar valores, ideais. Parece que não somos ouvidos ou que perdemos espaço para a concorrência desleal das novas tecnologias de comunicação.
 
Entretanto, se não desistimos, o resultado chega. E que satisfação quando, finalmente, constatamos os filhos nos copiando em uma atitude, num comportamento, numa expressão. É, “as palavras comovem, mas os exemplos arrastam!"
 
Quando lembro do meu relacionamento com meu pai na infância, adolescência e juventude, estão mais fortes na memória os exemplos dele: trabalhando “dia e noite” para sustentar seus seis filhos. ou acordado de madrugada lendo sua bíblia e fazendo suas orações antes da jornada do dia. Que palavras poderiam ser mais poderosas do que essas imagens?
 
Agora, se você ainda está tentando educar na base do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, não espere bons resultados. Os tempos são outros e não perdoam hipocrisias, farisaísmos. Também não surte mais efeito evocar a autoridade, o medo. Pior, se o instrumento for a chantagem…
 
Na Exortação Apostólica Amoris Laetitia, Papa Francisco falou de maneira bonita sobre a importância da presença do pai: “esteja próximo dos seus filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre” (nº 177).
 
E se, apesar de toda essa proximidade, seu filho se mostrar indiferente ou avesso, reforça o Papa: “os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele”.
 
Por isso, mesmo sem o glamour concedido ao Dia das Mães, vamos comemorar o dia dos pais, valorizemos a paternidade. Perdoando possíveis ausências ou falta de jeito ao falar. E assim, enxergar o amor escondido no trabalho e nos cuidados. Mais do que uma lembrancinha ou um almoço, dedicar-lhe um abraço e um beijo. Assim, palavras como “pai, eu te amo”, não serão “jogadas ao vento”.
 

*Osvaldo Luiz é jornalista e autor do livro “Ternura de Deus”, pela Editora Canção Nova.

 
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por Osvaldo Luiz

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