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Os shows gringos que eu gostaria de ver

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27.07.2012 - 14:51:27

O Brasil definitivamente entrou na rota dos shows internacionais. De todos os portes, para todos os gostos e bolsos. Desde bandinha hypada por blogs hipsters e que não coloca nem 200 pessoas no Metrópolis, até as infames megacantoras que bombam no rádio e deixam em histeria o público gay. Todo dia é anunciada uma nova turnê em terras brasileiras, sendo que até Goiânia pega umas rebarbas, vide Alanis Morissette. Isso se deve ao fortalecimento de nossa moeda e a crise econômica que vive os países do Norte.

Além disso, não podemos esquecer que o Brasil ainda é modinha na gringa. Tudo isso colabora com que os artistas façam suas rotas latinas e nosso país pegue esse bonde. Sempre quando vejo as notícias de novos shows confirmados, acendo velas para tudo quanto é tipo de santo na esperança de que algum desses que listo abaixo pise por aqui. Tudo pela alegria de ouvidos senis como os meus.

E você, caro leitor? Quem gostaria de ver em nossa terra? Mande aí nos comentários! Os que habitam meus sonhos são:

Blur – na época da disputa noventista entre Blur e Oasis, confesso que simpatizei mais com a maloqueiragem dos irmãos Gallagher do que com o tipinho intelectual Facomb de Damon Albarn e companhia. Mas minha preferência pelos encrenqueiros não fez com que me cegasse para o talento e as boas músicas vindas do Blur. Nostalgia pura para os saudosos do já bom e velho britpop.

The Who – tudo bem que Pete Townshend e Roger Daltrey não andam se bicando há um bom tempo. Mas quando o desafio é dado, os dois membros remanescentes dessa lenda sessentista afastam as mágoas e encaram o público ávido por rock n’ roll. No Super Bowl foi assim. Será que uma turnê pela América do Sul também não seria?

Black Crowes – a banda dos anos 90 que mais se inspirou (pirou?) nos 70 tem que voltar ao Brasil. Eles já tocaram em uma noite épica do finado Hollywood Rock abrindo para ninguém mais ninguém menos que a dupla Page e Plant. Mas já está na hora dos irmãos Robinson darem as caras novamente por aqui.

Black Sabbath – tudo bem que foi uma sacanagem deixar o batera Bill Ward fora da reunião por motivos financeiros. Tudo bem que o Ozzy de hoje é só um pastiche do Ozzy dos anos 70. Mesmo com tudo isso, ver três quartos da formação original do Sabbazão no palco é uma honra sem tamanho. Que os pais de todo camisa preta venham logo ao Brasil!

Neil Young – essa é minha maior demanda reprimida. Ano passado, o SWU trouxe o bardo canadense para, veja você, ministrar uma palestra. Tomara que esse ano o dito festival sustentável crie vergonha na cara e traga o velho Young acompanhado de sua lendária Crazy Horse para arrebatar a geral.

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por Pablo Kossa

*Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG

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