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Orgasmo feminino: como saber se você já chegou lá?

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15.04.2016 - 11:01:56

 
Por Tatiana Leite
 
Goiânia – Ver estrelas, subir pelas paredes, revirar os olhos de prazer. É difícil encontrar uma mulher que não deseje essas sensações em seu relacionamento. Contudo, por mais que seja muito buscado, o orgasmo ainda é visto como um grande tabu e a experiência quase extracorpórea descrita em filmes e revistas faz com que muitas mulheres se questionem se de fato já conseguiram chegar lá ou não. Mas, afinal, como saber?
 
Muitas vezes, nos sentimos culpadas por não atingir o tão esperado orgasmo. Porém, isso pode acontecer por diferentes motivos, principalmente por se tratar de um assunto que causa tantas dúvidas e é rodeado por inúmeros mitos e tabus.
 
Geralmente, essas falsas crenças relacionadas a sexo, sexualidade, masturbação e orgasmo são cultivadas por pessoas que tiveram uma educação mais rígida, Em tempos quando ainda não se conversava abertamente sobre esses temas. É comum, por exemplo, ouvirmos relatos de mulheres que se sentem bloqueadas e ansiosas durante a relação, por terem vergonha ou até mesmo receio sobre o que o parceiro pode pensar sobre suas fantasias e desejos sexuais e, por isso, preferem fingir que chegaram ao orgasmo, quando na verdade não sentiram.
 
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade da USP (ProSex), aproximadamente 50% das brasileiras possuem dificuldade para atingir o clímax na relação sexual, por motivos como vergonha, receio e até por falta de conhecimento do próprio corpo. Em outros casos, o que atrapalha é a preocupação em fazer com que o parceiro sinta prazer e consiga atingir o auge na relação sexual, fazendo com abdiquem da sua própria satisfação para impressioná-lo ou por medo de perdê-lo.
 
Nesse momento, podemos identificar outro problema comum nas relações amorosas que é a preocupação excessiva com a performance. A ansiedade focada no desempenho ou no objetivo final de atingir o orgasmo pode fazer com que deixamos de nos entregar as sensações do encontro sexual. Essa atitude pode levar a um distanciamento cada vez maior do prazer de ter um orgasmo, causando consequências negativas para sua autoestima e comprometendo sua relação a dois.
 
Agora, vamos ao que interessa! Para atingir o orgasmo nós mulheres precisamos de uma quantidade de sangue na região pélvica, bem maior que os homens precisam para a ereção. Por esse motivo, levamos mais tempo para estarmos excitadas e com a vagina lubrificada nos preparando para a penetração. Para que você consiga chegar lá é importante estabelecer uma boa comunicação sexual, converse com seu parceiro, descubra com ele o que te traz mais satisfação, o orgasmo costuma acontecer quando você se entrega, se envolve na hora do sexo. Para isso, é necessário sintonia, cumplicidade e muita intimidade sexual. Explore as zonas erógenas, perceba o toque, a respiração, os sons, o cheiro e o ambiente. Assim, quando você menos esperar o orgasmo virá!
 
Vale lembrar que preliminares, caricias, palavras românticas e eróticas e o estimulo a outras partes do corpo, como coxas e costas, antes de chegar no clitóris, são fundamentais para a excitação e o prazer na hora do sexo.
Uma coisa é certa quando você chegar lá, você saberá! Não terá duvidas e sentirá uma sensação de completude. Afinal, o que buscamos nos encontros sexuais é a entrega de ambos com respeito e muito prazer.
Tatiana Leite é terapeuta de casal e família com especialização em Sexualidade Humana.
 
*Tatiana Leite é graduada em psicologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), a profissional possui especialização em terapia familiar e de casal, pela Pontifica Universidade Católica (PUC/SP) e Pós-graduação em Sexualidade Humana, pela Faculdade de Medicina da USP. O conhecimento acadêmico aliado à experiência em atendimento clínico fazem de Tatiana Leite uma profissional completa, com um olhar apurado e sistêmico sobre as diferentes formas de relacionamento.

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