A Redação
Goiânia – Uma operação conjunta da Polícia Civil de Goiás e também de São Paulo, deflagrada nesta terça-feira (5/4), investiga um grupo criminoso que aplica golpes por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Ao menos 300 civis estão na linha de frente para combater as fraudes no Estado, em cidades paulistas, além de Roraima, Pará e Minas Gerais. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), os suspeitos já teriam causado prejuízo estimado em milhões.
Intitulada como '2 face', a operação deferiu 41 mandados de prisões preventivas, 56 de buscas domiciliares. Além de bloqueios e sequestros de contas cadastradas em 41 CPFs e também uma dezena de sequestros de contas em cripto ativos. De acordo com a Polícia Civil, uma vítima, que mora em Presidente Prudente, em São Paulo, teria procurado a delegacia da cidade em agosto de 2021. Ela teria registrado boletim de ocorrência alegando um golpe de R$ 34.391,00. Com isso, foi instaurado inquérito policial.
As investigações apontaram que dezenas de pessoas podem ter sido vítimas do grupo criminoso. Considerando o relevante número de casos idênticos verificados em registros de vítimas pela cidade de Presidente Prudente e região, além de denúncias compartilhadas em em redes sociais que se multiplicaram com o tempo da apuração e o anúncio do mesmo crime e prejuízos foram encaminhados ao Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) para análise precedente e emissão de relatório técnico.
Operação '2 Face'
Em tese, a ação busca desarticular possível organização criminosa com atuação predominantemente Goiás, que utilizava ardil em fraude eletrônica. Os criminosos utilizavam fotos de redes sociais e aplicativo de mensagem de vítimas para, depois, em busca e auxílio de outros criminosos digitais entrar em contato com familiares próximos (amigos, sócios, todos pesquisados em redes sociais) informando a troca do número de telefone. Em seguida solicitam valores sob alegação de problema no aplicativo bancário.
Parte das pessoas fazem o pagamento e, apenas depois do encontro com os entes reais, descobrem o crime. Com o grupo e com o resultado das buscas realizadas na manhã desta terça-feira (5/4), foram encontrados valores que podem superar a R$ 3 milhões nos últimos meses, a polícia busca a identificação de outros comparsas, bem como novas vítimas e patrimônio ocultado no branqueamento de capital.
Todos os suspeitos presos permanecerão nos estados de origem e serão indiciados 10 pela prática do crime de estelionato eletrônico, falsidade ideológica, falsa identidade, integrar organização criminosa, além do ilícito de lavagem de dinheiro.
Apenas no Estado de São Paulo será possível o esclarecimento de pouco mais de 600 fatos criminosos registrados nas cidades paulistas, além de centenas ocorridas em outros Estados da Federação.
A operação foi deflagrada simultaneamente pela Polícia Civil de Roraima, Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo, com a participação de 70 policiais civis da área do Deinter 8.