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O mundo precisa de Justiça

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18.07.2016 - 14:31:38

Um olhar atento sobre os conflitos que assolam a humanidade neste início do século 21 nos mostra o quanto o mundo está carente de Justiça e de valores religiosos e espirituais capazes de trazer a paz aos corações e entre as nações. Ao contrário das duas grandes guerras mundiais do século passado, marcadas por ambições expansionistas, como tantas outras lutas ao longo da história, muitos dos conflitos de hoje são étnico-religiosos, resultado da intolerância e de uma educação pautada pelo afastamento de Deus.
 
Esse olhar sobre os acontecimentos de nossos dias, com a inquietante pergunta de como resolver os conflitos neste mundo e alcançar a paz, é o tema central do livro “As Leis da Justiça”, do mestre japonês Ryuho Okawa, que acaba de ser lançado pela IRH Press do Brasil. A obra reúne palestras por ele proferidas no Japão de 2013 a 2015. O autor assinala no prefácio do livro que “leis da justiça” é um eterno tema da filosofia. “Do ponto de vista político, aborda a razão pela qual as pessoas sempre têm de passar por revoluções em sua busca da democracia. Para a religião, buscar as Leis da Justiça significa perseguir continuamente a verdadeira Vontade de Deus”.
 
Não sem razão, o livro começa com o capítulo “Deus não está em silêncio”, provando que Deus não está morto, e termina com o capítulo “Estabelecer a justiça de Deus”, enfatizando como os sistemas de valores do mundo estão abalados. É à luz desses princípios que Okawa analisa os atuais conflitos mundiais – o problema do terrorismo, as ações do Estado Islâmico, a guerra civil na Síria, a crise dos refugiados, as lutas no Oriente Médio, a anexação da Crimeia pela Rússia, a expansão militar da China, o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte, entre tantos outros, quase todos inseridos em uma ordem mundial marcada por certa perda de liderança dos Estados Unidos.
 
Diante das teses recorrentes que colocam a religião como a causa de muitos desses conflitos, Okawa e o movimento religioso por ele criado, a Happy Science, acreditam que “uma religião verdadeira tem o poder de trazer paz ao mundo, protegendo os direitos humanos e tornando-se a base de um governo democrático”, com a capacidade de “realizar a felicidade de todas as pessoas”.
 
O autor reserva um capítulo inteiro ao “princípio da justiça”, apresentando as maneiras de pensar “a justiça no nível pessoal” e “a justiça entre as nações”, e procurando respostas à pergunta central: “Qual é a forma ideal de justiça no mundo atual?” Para ele, “a justiça é alcançada quando cada indivíduo tem condições de batalhar para conseguir sua própria realização”, seja como filho de Deus ou filho de Buda.
 
Na análise dos conflitos, Okawa se mostra profundamente convicto da importância da fé em Deus na busca da felicidade individual e da paz e justiça entre as nações. “Em muitos países, ‘a fórmula da felicidade’ é romper com a religião, ter acesso à educação, adquirir competências, abraçar uma profissão e ser bem-sucedido na sociedade. Essa é a vida de ‘fé’ para essas pessoas. Mas em países já desenvolvidos, a realidade é que Deus está sendo eliminado e a religião está sendo excluída da educação, sob o pretexto de tornar a educação ‘acadêmica’”. Essa questão é muito bem colocada no filme “God’s Not Dead” (EUA, 2014), veiculado no Brasil com o nome “Deus não está morto”. Para o autor, a pesquisa materialista não deve ser rejeitada, mas também não podem ser rejeitadas as questões espirituais.
 
Devemos sempre lutar por justiça. Vale lembrar que o Brasil viveu, há menos de dois meses, um dos períodos mais conturbados de sua história, mas que revelou o quanto é importante confiar no poder da Justiça para determinar caminhos e apontar soluções em momentos de grandes tensões políticas, econômicas e sociais. Contudo, mais do que confiar na justiça dos homens, devemos “buscar a felicidade de todas as pessoas por meio do estabelecimento da justiça de Deus” entre nós e entre as nações.
 
“Os humanos têm de ser humildes. O futuro só se abre à nossa frente quando somos humildes. Deus não está morto… Deus ama todas as pessoas do mundo”.
 

* Kie Kume é gerente geral da IRH Press do Brasil, editora dedicada à publicação em português dos livros do mestre Ryuho Okawa.

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por Kie Kume

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