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O bolo digital da publicidade

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27.04.2012 - 16:58:30

 
A digitalização das fontes de informação, caminho sem volta, ganhará uma boa dose de energético em 2012 no Brasil. É o que se percebe nas projeções feitas pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), órgão ligado ao setor digital interativo no País. Segundo o IAB, o mercado verde-amarelo de internet abocanhará 13,7% do bolo publicitário até o final do ano. Isso significa que R$ 4,645 bilhões terão como destino a contabilidade das empresas do setor.
 
O montante eleva as publicações digitais a um novo patamar. Confirmados os números, elas vão superar o faturamento de jornais e revistas, que estão por aí há tanto tempo quanto a memória humana pode alcançar. Apenas a televisão continuará soberana, com a maior fatia dos investimentos em publicidade. Até quando, não é possível prever. Ainda.

A publicidade online expande a velocidades estonteantes. Segundo o presidente do IAB, Fábio Coelho, o mercado de internet cresce quatro vezes mais rápido que todo o nicho publicitário no País. Em 2011, segundo o órgão, as 100 maiores empresas brasileiras investiram 13,7% de seus orçamentos em mídias digitais. Até o final de 2012, este porcentual deve se aproximar de 19%.
 
Assim como ocorre em outros setores da economia brasileira, a ascensão das classes C, D e E está por trás deste novo fôlego. De acordo com o IAB, as classes A e B ainda significam 51% dos usuários de internet no Brasil. Mas os outros 49% já são representados pelas classes economicamente emergentes. Os brazucas com menor poder aquisitivo contribuíram significativamente para a explosão do número de internautas, que chegou a 80 milhões no início de 2012. Ou seja: a internet está consolidada como um meio de massa.
 
O caminho que o Brasil percorre é o mesmo observado em países mais desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a publicidade na internet faturou, em 2011, o equivalente a metade de todo o rendimento da televisão naquele país. Segundo relatório da consultoria Pricewaterhouse Coopers, o salto do faturamento no setor, nos EUA, foi de 22%. No mesmo período, aumentou em 20% a quantidade de leitores de jornais digitais norte-americanos. Mas ainda há um grande espaço para avanço, principalmente no setor de mídias móveis.
 
A maior procura dos anunciantes pelos formatos não tradicionais, no entanto, não representa um toque de Midas para os produtores de conteúdo. Os desafios para atrair para si uma parcela significativa dos investimentos ainda não foram vencidos pelas empresas de comunicação. De acordo com a Sociedade Interamericana de Imprensa, a publicidade na internet corresponde a apenas 2% do faturamento dos veículos de comunicação tradicionais, apesar da presença maciça deles na web. Mas para falar sobre estratégias de publicidade digital o A Redação tem colunistas mais gabaritados.
 
Em outra ponta, as publicações exclusivamente digitais se consolidam como fonte de informação. Tanto que nem é mais correto chamá-las de fontes alternativas. Em Goiás, o A Redação é um exemplo pioneiro dessa tendência. 
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por Rodrigo Hirose

*Jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia

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