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Pesquisas são financiadas pela Fapeg | 30.01.25 - 09:34
Planta da cannabis (Foto: reprodução)A Redação
Goiânia – Quatorze novas pesquisas sobre cannabis medicinal começam a ser desenvolvidas em Goiás com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Os estudos abrangem desde técnicas inovadoras para cultivo e manejo da planta com fins terapêuticos até o desenvolvimento de formulações clínicas e a análise de aspectos legais, sociais e econômicos relacionados ao uso medicinal da cannabis.
Ao todo, a Fapeg investirá R$ 730.441 nas pesquisas, selecionadas pelo edital nº 24/2024 – Programa de Auxílio à Pesquisa/Projetos de Pesquisa em Cannabis Medicinal. O resultado final da chamada pública foi divulgado no Diário Oficial do Estado e no site da fundação nesta semana.
Os projetos são liderados por doutores vinculados a instituições de ensino superior ou a instituições de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), públicas ou privadas sem fins lucrativos, ou em rede com instituições do estado. O edital visa fortalecer redes de pesquisa regionais, nacionais e internacionais sobre a temática.
A seleção foi feita por um comitê científico que avaliou o mérito técnico-científico das propostas e recomendou o financiamento de todas as aprovadas. Inicialmente, o edital previa o apoio a dez projetos, mas a fundação suplementou o orçamento para ampliar o impacto da iniciativa e viabilizar o fomento às 14 pesquisas selecionadas.
Os recursos serão concedidos em duas modalidades: projetos individuais de até R$ 50 mil ou projetos estruturados em subprojetos, com financiamento de até R$ 100 mil. As pesquisas serão conduzidas por instituições como a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Jataí (UFJ), UniEvangélica, Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Entre as propostas contempladas estão pesquisas que investigam os efeitos cardioprotetores do canabidiol em modelos de hipertensão arterial, a regulamentação e caracterização de produtos de cannabis para fins comerciais no Brasil e técnicas de “smart farming”, que exploram o uso de luz dinâmica e estresse osmótico para otimizar a produção de fitocompostos medicinais. Além disso, um dos projetos pretende desenvolver um manual de boas práticas de fabricação a partir de estudos com produtos piloto.