Carolina Pessoni
Goiânia – O Bosque dos Buritis, um dos espaços verdes mais tradicionais da região Central de Goiânia, tem sido cenário para uma experiência que mistura música, convivência e ocupação cultural: o projeto Música no Bosque, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura.
Em 2025, o projeto somou oito apresentações ao longo do ano, reunindo cerca de 16 mil espectadores, segundo a Secult. Sempre com entrada gratuita, a proposta aproxima o público da produção musical local e transforma o bosque em ponto de encontro para famílias, moradores da região central e visitantes.
“O Música no Bosque aproxima o público da música e dos artistas locais. Além disso, cumpre seu papel de oferecer oportunidades culturais gratuitas e acessíveis ao longo do ano”, afirma o secretário municipal de Cultura, Uugton Batista.

Maíra Lemos foi a atração da oitava edição do projeto Música no Bosque (Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Ele destaca ainda a adesão do público. “Foram oito edições em 2025, com cerca de 16 mil espectadores, mostrando a força da programação cultural e a participação popular nas atividades promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura”.
A programação passou por diferentes estilos e gerações, com apresentações de artistas como Maíra Lemos, Nila Branco, Almir Pessoa, Rogério Caetano, Maria Eugênia, além de noites temáticas, como a edição flashback que transformou o parque em pista de dança ao ar livre. Houve ainda edições especiais em datas comemorativas, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, que chegaram a reunir mais de mil pessoas em uma única noite.
Outro aspecto destacado pelo secretário é o impacto além do palco. “É importante ressaltar a parceria com instituições como o Sesc e toda a comunidade vizinha ao bosque que se uniu para realizar o evento”, pontua Uugton.

Feira gastronômica e de artesanato também faz parte do projeto (Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
O projeto também abre espaço para feira de artesanato e gastronomia. “O Música no Bosque também valoriza pequenos empreendedores em um ambiente aberto e familiar. Este é o objetivo da nossa gestão, promover uma cultura empreendedora”, completa. E adianta: “Em 2026 tem muito mais!”
Quem frequenta confirma. Moradora do Centro, Beatriz Pereira conta que esta foi a quarta edição que ela acompanhou e que o programa já entrou na rotina. “A gente se organiza a semana inteira para vir”, relata. Morando “pertinho, pertinho”, no Centro, ela reforça a sensação de pertencimento e proximidade com o evento.
Ao lado do marido, Geovani Milek, e do cachorrinho do casal, ela conta que o evento é um momento pensado para ser vivido em família e destaca o ambiente criado pelo projeto. “A gente fica à vontade, é seguro”, diz, acrescentando que o espaço é acolhedor para diferentes públicos, inclusive para quem leva animais de estimação.

Beatriz e o marido, Giovani, aproveitaram o Música no Bosque pela quarta vez (Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Além de assistir aos shows, o público também consome o que é produzido ali. “A gente compra aqui, prestigia”, conta Beatriz, que relata já ter levado lanches e produtos de artesanato das barracas montadas no bosque. Para ela, participar do Música no Bosque é também uma forma de apoiar quem trabalha no evento. “A gente consome a cultura e consome os produtos também.”
Ao ocupar o Bosque dos Buritis com música, circulação e permanência, o Música no Bosque reforça um movimento que a cidade começa a redescobrir: o Centro como lugar de estar, não apenas de passar. E com trilha sonora garantida.
