Catherine Moraes
Dez dias após a prisão de dois servidores da prefeitura de Jussara por suspeita de desvios nas folhas de pagamento, o Ministério Público Estadual (MPE) cumpriu mandado de busca e apreensão na administração municipal na última segunda-feira (14/5). Após autorização judicial, foram apreendidos 12 computadores, pen drives, HDs externos, dezenas de balancetes, notas fiscais e outros documentos de 2009 até 2012. O material coletado pelo Centro de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) do MP-GO será analizado.
O objetivo da apreensão é conferir possíveis desvios de recursos públicos por outras pessoas da administração da prefeitura de Jussara. De acordo com a denúncia, o superintendente de Recursos Humanos da prefeitura de Jussara, Luiz Antônio Capela, e da esposa dele, Sônia Maria de Jesus, professora do município, teriam desviado cerca de R$ 320 mil de janeiro de 2009 até hoje.
Segundo o Ministério Público, o casal desviava o dinheiro para contas pessoais. O inquérito foi instaurado pelo promotor de Justiça Sérgio de Sousa Costa, em 2 de abril e teve início em representação do próprio procurador jurídico da prefeitura de Jussara, Deijan Willian Ribeiro. O promotor anexou extratos bancários que confirmam depósitos de R$ 23.079,53 partindo dos cofres municipais para a conta de Luiz Antônio Capela, e R$ 18.454,82 para a conta da esposa dele.
Novas denúncias
De acordo com o promotor, após a prisão preventiva de Luiz, o superintendente fez acusações de mais desvios envolvendo outros servidores da administração municipal. Deste modo, para aprofundar a investigação, foi necessário fazer a apreensão dos documentos”, explica Sérgio de Sousa.
Na ação cautelar de busca e apreensão, o promotor cita que Luiz Antônio Capela relatou que as outras irregularidades envolvem utilização de notas fiscais fraudulentas, o que aconteceria há vários meses. Conforme o promotor, os nomes dos demais suspeitos foram aditados na portaria do inquérito instaurado contra o casal de servidores, mas só serão confirmados com o avançar dessa nova fase da investigação.
A prefeitura foi procurada, por telefone, mas a secretária informou que o chefe de gabinete estava em uma reunião, impossibilitado de falar no momento.
Com informações do Ministério Público Estadual