A Redação
Goiânia – Maria Fernanda Cândido da Rocha – que desapareceu na segunda-feira (15/6) e foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira (17/6), às margens do Rio Paraíso, em Doverlândia, teve desidratação e hipotermia. As possíveis causas do óbito aparecem no resumo técnico necroscópico divulgado nesta quinta-feira (18/6) e assinado pela médica legista Rafaella Marques. Ainda de acordo com o documento da Polícia Científica, um afogamento atípico, quando a morte ocorre sem a clássica presença de grandes quantidades de água nos pulmões, por imersão, ainda não foi descartado.
Em coletiva de imprensa, as autoridades esclareceram uma série de pontos sobre o caso e falaram sobre o que pode ter causado a morte de Maria Fernanda. “A primeira delas é porque o exame demonstrou uma desidratação importante no corpinho dessa criança e isso está associado ao fato de que fez muito frio na região à noite. Então, talvez esse óbito da criança esteja relacionado com essa desidratação associada a essa hipotermia”, disse Rafaela.
A perita relatou ainda que não havia nenhum tipo de sangramento, fratura ou qualquer tipo de lesão traumática que pudesse estar associado ao óbito.
Desaparecimento
Maria Fernanda desapareceu por volta das 9h30 da manhã. A Polícia Militar relatou que foi acionada pelo Conselho Tutelar e relatou o desaparecimento à Polícia Civil e ao Corpo de Bombeiros, que ajudaram nas buscas.
Durante a procura, os bombeiros explicaram as dificuldades na localização devido ao fato de a região onde a menina sumiu ser de mata fechada, terreno irregular, corpos d’água e animais soltos. Após 48 horas de buscas, cães farejadores localizaram a fralda da menina primeiro, depois seguiram o rastro até o rio, onde o corpo foi encontrado.
