Goiânia – A Federação Nacional dos Médicos (Fenam) informa que médicos de pelo menos 12 estados vão fazer nesta terça-feira (23/7) manifestações contra o Programa Mais Médicos. Segundo a entidade, haverá também paralisação no atendimento.
As atitudes são ainda uma reação aos vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei que regulamenta a medicina, conhecido como Ato Médico. Em Goiás, os médicos da rede pública de saúde deixarão de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nesta terça.
Os médicos da Bahia adiantam que vai haver paralisação do atendimento nas redes pública e privada. Profissionais do Distrito Federal vão usar preto, como forma de demonstrar luto, e farão uma operação padrão no atendimento nas redes pública e privada.
Os sindicatos de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, do Paraná e do Rio Grande do Norte anunciaram que vão aderir à paralisação. No Piauí, os médicos decidiram manter o atendimento, mas, para demonstrar a insatisfação com as medidas do governo, vão usar um adesivo com a frase “Orgulho de ser médico!”.
O Programa Mais Médicos prevê a contratação de profissionais estrangeiros para trabalhar nas periferias e no interior do país, além de obrigar estudantes de medicina a atuar por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de 2015.
Além de diversas manifestações por todo o país, em reação às recentes medidas do governo, os médicos abandonaram as comissões técnicas federais, que discutem soluções para problemas relacionados à saúde.
O Conselho Federal de Medicina ainda entrou com uma ação civil pública na sexta-feira (19) contra a União, representada pelos ministérios da Saúde e da Educação, para suspender o Programa Mais Médicos. (Agência Brasil)
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