A Redação
Goiânia – Durante toda a manhã desta quarta-feira (7/8), Marconi Perillo se reuniu, na Federação da Indústria e Comércio (Fieg), em Goiânia, com representantes dos Sindicatos Patronais da Indústria. Durante pouco mais de três horas, o governador discutiu com 20 sindicatos medidas para o crescimento industrial do Estado e, principalmente, para dar competitividade a cada setor específico.
Depois de receber as demandas, Marconi determinou providências, para análise ou encaminhamento, aos secretários de governo, que devem receber os pedidos ainda hoje.
Após os encontros, o governador concedeu coletiva à imprensa. Segundo ele e o presidente da Fieg, Pedro Alves, as discussões recorrentes estão relacionadas a pedidos de criação de novos polos industriais, licenças ambientais, diminuição de impostos e alteração da alíquota do ICMS para os produtos que chegam ao Estado.
“São demandas que tratam desde a questão tributária, passando por questões relacionadas ao meio ambiente, licenças e infraestrutura. Em alguns casos, o setor industrial pleiteia isonomia tributária ou ambiental com outros estados. No caso da infraestrutura, quase todos os comentários são de reconhecimento ao trabalho que tem sido feito de recuperação das estradas”, afirmou o governador.
ICMS
Em relação ao ICMS, determinados setores ponderaram a necessidade de aumentar a alíquota para os produtos que chegam ao Estado, para não prejudicar a competitividade dos produtos goianos, e diminuir a dos produtos que são exportados.
“É uma equação que precisa ser mensurada o tempo inteiro”, frisou Marconi. Ele anunciou que na próxima quarta-feira, o secretário da Fazenda, Simão Cirineu também passará a manhã reunido com os sindicatos para dar continuidade às discussões. “O que temos de fazer é estudar o que é possível fazer para reduzir a alíquota, ampliar a base de arrecadação e, com isso, conseguir ampliar a receita”, completou.
O governador lembrou que, desde seus mandatos anteriores, tem criado políticas específicas para cada produto. Segundo lembrou, algumas desonerações foram decisivas para o fortalecimento da economia, como as do trigo, algodão, soja, leite e carne.
Sobre o pedido de instalação de novos polos industriais, ele disse que o governo cedeu uma área para a criação de mais um em Goianira, e destacou o trabalho empreendido para a construção do segundo Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag 2) – que está em fase de implantação e deve receber 170 empresas novas –, e de melhoria das condições de trabalho do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), cuja construção do anel viário deve ser iniciada dia 25 deste mês.