Jales Naves
Especial para o AR
Goiânia – As instituições culturais goianas, antes mais retraídas e com um núcleo comum de integrantes, estão se aproximando das universidades, envolvendo seus docentes e pesquisadores em atividades da área e o resultado tem sido muito importante, já começando a escrever novos capítulos da história goiana. Numa dessas ações, a participação de professores da Universidade Estadual de Goiás foi fundamental na conclusão da primeira fase do projeto “Goiás +300”, que chama à reflexão e à ressignificação, e na publicação dos primeiros três livros, de um total de 18. Criado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado e Sociedade Goiana de História da Agricultura, a proposta desafia a sociedade goiana “a ensimesmar-se de suas origens indígenas, afro, mameluco-bandeirante, ibérica e europeia, apropriando-se dos elementos étnicos e antropológicos herdados dos povos originários e africanos”.
Essa visão foi externada pelo editor-geral da coleção, professor doutor Nilson Jaime, que integra o IHGG e preside o Icebe e a SGHA, ao reitor da UEG, professor doutor Antônio Cruvinel, e ao pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor doutor Cláudio Stacheira, na visita que fez à universidade em Anápolis nesta quarta-feira, dia 21.
O representante das três entidades estava acompanhado dos professores doutores Eliézer Cardoso, Fábio Santa Cruz, Poliene Bicalho, Ricardo Assis Gonçalves e Sandro Dutra e Silva, todos docentes da UEG e participantes da primeira fase do projeto, que agora se transformou numa coleção de livros. As três primeiras obras já estão nas bibliotecas da universidade.
Agradecimentos
Na reunião, no Gabinete da Reitoria, Nilson agradeceu pela participação dos 15 pesquisadores da UEG no “Goiás +300”, e o início de tratativas para ampliar a cooperação mútua, via docentes e doutorandos, na elaboração dos livros da coleção, na indicação das obras como bibliografia de referência nas dezenas de unidades da UEG e para concursos públicos da instituição.
Todos os presentes fizeram uso da palavra. O Reitor ressaltou a importância da aproximação da UEG com as instituições culturais, como o IHGG, Icebe e SGHA, a fim de realizar Ciência e promover a Cultura em Goiás, funções da universidade, e sua aproximação da sociedade.
O Editor-Geral discorreu sobre os seis livros atualmente na fase de elaboração, agradeceu os pesquisadores pela proatividade e os dirigentes da UEG pela receptividade para as novas fases da iniciativa.
O professor Ricardo Assis destacou que foi um importante momento, dada a ampla participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Goiás nos primeiros livros do “Goiás +300”. “O Reitor e o Pró-Reitor foram muito receptivos ao grupo. Ademais, certamente os livros serão referências primordiais nos cursos de Geografia e História da UEG”, afirmou.