A Redação
Goiânia – Os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na indústria brasileira cresceram em termos nominais nos últimos anos, alcançando cerca de R$ 39,9 bilhões em 2024, segundo a mais recente Pesquisa de Inovação (PINTEC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em março de 2026. Para reconhecer e valorizar as iniciativas da indústria goiana, a Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg) ampliou o período para as inscrições da edição 2026 do Prêmio de Inovação para até 17 de setembro.
Aberto a indústrias de micro, pequeno, médio e grande porte com sede em Goiás, também podem participar startups e negócios dos segmentos de comércio e serviços que desenvolveram soluções inovadoras voltadas ao fortalecimento da indústria. As inscrições são gratuitas.
O prêmio será dividido em quatro frentes principais: Uso Estratégico da Lei do Bem; Uso de Incentivos Fiscais e Mecanismos de Fomento à Inovação; Parcerias para Inovação com ICTs; e Transformação Digital na Indústria. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por especialistas em inovação, tecnologia, gestão e desenvolvimento industrial. Entre os critérios analisados estão: grau de inovação, impacto gerado, aplicabilidade, sustentabilidade, potencial de escalabilidade e participação das equipes no desenvolvimento das soluções.
A cerimônia de premiação ocorrerá em 28 de outubro, durante a programação da Expoind 2026, maior feira de negócios e soluções do Centro-Oeste, a ser realizada no Centro de Convenções de Goiânia.
Inovação em toda parte
O presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Fieg, Luciano de Carvalho Lacerda, destaca a importância da participação de pequenas e médias indústrias para quebrar paradigmas. “Quando se fala de inovação, muita gente imagina que é algo exclusivo das grandes empresas ou que essa inovação está relacionada apenas a grandes investimentos em tecnologias super avançadas”, afirma, ao lembrar que a Fieg está à disposição das empresas para prestar apoio técnico para seus projetos de inovação.
Neste sentido, um exemplo é a Nanoterra, startup goiana levou o primeiro lugar na edição de 2025 do Prêmio Fieg de Inovação, na categoria Inovação de Produto, com o Nanocúrcuma*, um nanoativo derivado do açafrão-da-terra.
Ela transforma matérias-primas da biodiversidade brasileira em nanoativos veganos, sustentáveis e de alta performance para a indústria cosmética.Por meio de pesquisa e desenvolvimento, a empresa criou uma nova plataforma de produção de nanopartículas mais sustentáveis, a partir de ativos do açafrão, sem manchar a pele. O produto desenvolvido pela startup goiana é amplamente usado na indústria de cosméticos.
“O Prêmio Fieg de Inovação nos trouxe uma vitrine muito importante. Por meio dele, chegamos entre os finalistas no último Prêmio Nacional de Inovação (PNI), promovido pela CNI [Confederação Nacional da Indústria]. Conseguimos demonstrar que é realmente possível trazer inovação para o Estado e também para o Brasil”, destaca Iara Mendes Maciel, CEO e CTO da Nanoterra.
Luciano Lacerda destaca ainda que, embora uma das ênfases da premiação será valorizar projetos ligados à Indústria 4.0 e 5.0, cases de sucesso que envolvam melhoria de processos também são considerados inovação. “Uma indústria pode inovar também no seu melhoramento de processo, desenvolver um novo produto, reduzir custos, aumentar produtividade ou encontrar uma solução diferente para um problema que é diário”, destaca o presidente da CDTI.
Serviço- Prêmio Fieg de Inovação 2026
Inscrições gratuitas prorrogadas até 17 de setembro de 2026
Link de inscrição
Regulamento
