Adriana Marinelli
Goiânia – Quase onze meses após a morte do advogado Davi Sebba Ramalho, assassinado por um policial militar no dia 5 de julho de 2012, o inquérito finalmente foi concluído. Foi o que afirmou o delegado Murilo Polati Rechinelli, titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, à reportagem do jornal A Redação, na tarde desta terça-feira (4/6).
De acordo com ele, trata-se de um caso complexo e que exigiu bastante da equipe responsável pelas investigações.

(Foto: Sinpolgo.co.br)
"Já está tudo finalizado. Conforme está previsto, apresentaremos o inquérito à imprensa na manhã desta quinta-feira (6/6)", afirmou. Ainda segundo o delegado, a entrevista coletiva servirá para apresentar, mesmo que de forma resumida, todos os esclarecimentos para o caso.
Murilo Polati também adiantou AR um pouco sobre as reviravoltas do caso. Segundo ele, teria sido mesmo o soldado Jonathas Atenevir Jordão quem apertou o gatilho na noite do dia 5 de julho.
Durante as investigações, chegou a ser levantada a suspeita de que o tenente Ednailton Pereira de Souza, que também participou da abordagem ao advogado, seria responsável pelo disparo. "Na quinta-feira todos os esclarecimentos serão apresentados", garante o delegado Polati.
Missa
Na noite desta quarta-feira (5/6), será realizada uma missa pelos onze mseses de falecimento do advogado. A celebração será às 19 horas, na Paróquia São Paulo Apóstolo, em Goiânia.
O crime
No dia em que virou pai do primeiro filho, o menino Gabriel, o advogado Davi Sebba morreu baleado após ser abordado por Policiais militares. O crime aconteceu no estacionamento do hipermercado Carrefour Sudoeste, na avenida T-9, na noite do dia 5 de julho, em Goiânia.
Conforme a versão apresentada pela PM, Davi teria reagido à abordagem, quando foi baleado pelos agentes. A suspeita é de que haveria comercialização de drogas no local e que ele estaria sendo monitorado pelo Serviço de Inteligência da Polícia Federal.
Familiares da vítima repudiaram a informação dos policiais, alegando que Davi foi ao supermercado comprar mantimentos para passar a noite na maternidade com o filho recém-nascido e a mulher.
A informações dos militares também não é a mesma apresentada por testemunhas, que alegam que a vítima não reagiu, sendo executada sem motivação aparente.
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