Fabrício Cordeiro
Goiânia – O que dizer de uma produção que toma conta de praticamente metade das salas de cinema comerciais do Brasil? Entre legendadas e dubladas, comuns e 3D, são 1.250 cópias enforcando o circuito. Para o espectador ocasional, aquele que movimenta a carreira econômica de um filme, o que é oferecido nestas próximas semanas se resume a “Homem de Ferro e o resto”.
É uma tática simples e eficiente para a indústria que tem dinheiro. Maioria absoluta do espaço, redução da concorrência, domínio significativo. Estratégia rinocerôntica, dessas que atropelam mesmo. Homem de Ferro 3 bate o recorde do último longa da saga Crepúsculo em cerca de 15 salas. Não se trata apenas de divulgação e preocupação com cifrões, logísticas de mercado que todos os filmes têm e precisam ter. Isso é outra coisa. Isso é massacre.
A solução seria alugar o Brasil, ou melhor, as salas do Brasil, como defenderia Raulzito? Talvez fosse hora, numa aurora qualquer, de pedir uma xícara de açúcar à vizinha Argentina e observar como funciona por lá. Pode ser uma conversa na calçada mesmo, sem muito tempo a perder.
O que dizer aqui, então? Faz alguma diferença? Os três filmes, lançados num período de seis anos, me parecem sofrer da ‘mesmacoisice’ desses produtos Marvel que, a bem da verdade, se unem em algo minimamente bem amarrado. É o investimento no seriado e na homogeneização, onde Homem de Ferro se diferencia somente pela presença – ou posse – de Robert Downey Jr. Aqui, no terceiro, ao menos há uma leve mudança de tom, uma melhorada no humor, com Shane Black (Beijos e Tiros) substituindo o inócuo Jon Favreau na direção. Ecos evidentes de Máquina Mortífera, roteirizado por Black, podem ser percebidos, o que acaba por ser interessante.
Mais interessante, porém, é a relação com o novo antagonista, o Mandarim. Tanto Tony Stark quanto o inimigo desenvolvem relações distintas com as imagens: Stark ostenta-se como figura pública, enquanto o Mandarim preza pelo anonimato. Ambos investem em representações e encenações como táticas de guerra, cada um tirando, à sua própria maneira, proveito do poder de engano das imagens. Seria quase proveitoso, não estivesse o filme comprometido com os lugares comuns desse universo Marvel que se recusa a sair da zona de conforto. Kenneth Branagh em Thor teria sido uma tentativa recente de correr alguns riscos, mas nada comparado ao que Bryan Singer, Sam Raimi e Ang Lee conseguiram fazer.
Sobra aqui uma espécie de celebração daquele que constrói. Hollywood vende o personagem de Stark como um mecânico, embora não deixe de ser um milionário. É um produtor, diz essa equação. E um produtor de imagens poderosas, afinal, ao ponto de levantar questões a respeito do uso de tanto poder. Desde o primeiro longa, o produto Homem de Ferro, aquela armadura e tudo o que a envolve, é associada a um contexto bélico, reforçado pelos estúdios Marvel ao tentar aproximar seus heróis do “nosso mundo” (noticiários, revistas, jornais…).
Com tamanha riqueza e tamanho poder, é preciso que o herói tenha a consciência de seu lugar no mundo e, não muito atrás, um compromisso, situação que também ocorre com o Batman, da DC, este com sua própria carreira de blockbuster cinematográfico. As duas franquias – e o termo já indica uma forma de pensamento -, contudo, não parecem ter o mesmo cuidado, sustentadas por seu modo glutão de se colocar diante do público.
“E diverte?”, me perguntam. Até que sim. A questão, no entanto, é se, nesta ocupação astronômica de salas, há tempo e espaço para descobrir se “o resto” também pode ser no mínimo divertido.
Flávio Bolsonaro promete classificar PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas
Convidados prestigiam abertura de exposição de Kdu dos Anjos em Goiânia; veja fotos
Antes da ferramenta, a gestão do escritório
Confira quem são as modelos que estarão na passarela do “Victoria’s Secret Fashion Show” 2026
A saúde não pode envelhecer
Evento para convidados marca estreia de série documental sobre Marília Mendonça; veja como foi
A Redação Goiânia – A programação do Festival Viva Goiânia nesta sexta-feira (23/10) terá o cantor Amado Batista como principal atração, em celebração aos 93 anos da capital. O show está marcado para as 21h, na Praça Arantes, na Avenida Mangalô, na Região Noroeste. Antes dele, às 19h30, a dupla Renato e Rafael abre a […]
A Redação Goiânia – O Martim Cererê será tomado pelo clima sombrio do Halloween no dia 24 de outubro, com a edição especial do Cidade Rock. Horror punk, psychobilly, stoner rock, glam e criaturas do além estarão à solta no evento, que terá decoração temática, drinks especiais e entrada gratuita mediante doação de 1 kg […]
A Redação Goiânia – Duas cidades goianas recebem o comediante Murilo Couto em novembro para apresentações do espetáculo “Novo Show”. Em Goiânia, as sessões serão realizadas no dia 7 de novembro, às 19h e às 21h (sessão extra), no Teatro Goiânia. Já em Anápolis, o espetáculo será apresentado no dia 8 de novembro, às 18h, […]
A Redação Goiânia – O espetáculo “2026: Uma Jornada de Aventura e Sabedoria” será apresentado no dia 12 de novembro, às 19h, no Teatro Madre Esperança Garrido, em Goiânia. Os ingressos estão disponíveis no site e custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada). Com uma combinação de música, dança e teatro, a apresentação promete […]
A Redação Goiânia – Isabella Batista da Cruz, de Anápolis, está entre os 40 aprovados na Seleção Nacional da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC), para ingresso no curso de Dança Clássica em 2027. O processo seletivo reuniu 1.759 crianças de diferentes regiões do país, das quais cerca de 300 chegaram à […]
São Paulo – A Globo e a Netflix anunciaram o maior acordo de licenciamento de conteúdo já firmado entre as duas empresas. Ao todo, 18 produções originais da Globo serão incorporadas ao catálogo da plataforma de streaming a partir de dezembro deste ano, com lançamentos previstos até meados de 2027. O pacote reúne 14 filmes, […]
A Redação Goiânia – Os alunos do curso de Teatro Musical e da Banda Sinfônica Jovem de Goiás, da Escola do Futuro de Goiás (EFG) em Artes Basileu França, apresentam o espetáculo “Pop Hits”, nesta quarta-feira (21/10), às 19h30, no Teatro Escola Basileu França, em Goiânia. A apresentação reúne música, teatro e dança, com interpretações […]
A Redação Goiânia – A banda Jenny Don’t and The Spurs traz country com espírito punk a Goiânia, nesta sexta-feira (23/10), no Zona Pub. O grupo combina a tradição country western com a energia crua do garage rock, riffs distorcidos e uma atitude que tem tanto de música de estrada quanto de espírito punk. Os […]