Adriana Marinelli
Goiânia – A greve dos bancários continua firme em Goiás e em todo o Brasil. Nesta segunda-feira (30/9), 12° dia de paralisação, a greve na capital segue concentrada nas regiões central e sul. De acordo com um comunicado do Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, encaminhado à imprensa no final da manhã, as agências localizadas nas avenidas 85 e T-63 estão com as atividades paralisadas.
Na Caixa Econômica Federal, também de acordo com o sindicato, o movimento grevista segue com força em todo o Estado. "Novas adesões acontecem todos os dias no Banco do Brasil.Citamos as agências das cidades de Minaçu, Bom Jardim e Buriti Alegre que fecham suas portas a partir desta segunda-feira", diz o comunicado.
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Negociação
A força da greve dos bancários, que entra na terceira semana, forçou o BRB (Banco de Brasília) a retomar hoje as negociações com o Sindicato e a apresentar uma nova proposta de acordo às reivindicações dos trabalhadores.
A última contraproposta apresentada aos grevistas foi de reajuste de 7% sobre todas as verbas de natureza salarial, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
Para o movimento grevista, a nova proposta apresenta avanços em relação à anterior, mas ainda é insuficiente diante da pauta de reivindicações dos trabalhadores. "Os bancários esperam que a direção do banco apresente uma nova proposta digna à categoria", finaliza o comunicado do sindicato dos bancários.
Em todo o Brasil
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) divulgou balanço que mostra que em pouco mais de uma semana da greve nacional dos bancários foram fechados 10.633 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal, até sexta-feira (27/9).
Reivindicações
Entre as principais reivindicações, estão o reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), piso salarial de R$ 2.860,21, auxílios-alimentação, refeição e creche de R$ 678 ao mês, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas. Eles pedem ainda o fim das demissões e combate às terceirizações, entre outros pontos.