José Abrão
Goiânia – O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Goiás, José Mário Schreiner, avaliou que o mais recente pacote de medidas econômicas do governo federal, apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem poucas chances de aprovação no Congresso Nacional. Schreiner alerta que o setor produtivo deve acompanhar de perto os rumos da economia em 2025, destacando que a taxa de juros pode permanecer elevada.
“Esse último pacote do governo foi enviado a toque de caixa para o Congresso Nacional. Isso mostra a atenção que temos que ter com a direção da economia brasileira. Foi aprovado o novo arcabouço fiscal, que não vem sendo respeitado. Os cortes do governo têm sido muito tímidos”, criticou Schreiner, que participou, nesta segunda-feira (9/12), da apresentação de balanço do Sebrae Goiás.
O dirigente também manifestou preocupação com a cotação do dólar, que ultrapassou R$ 6. “Isso não é bom para a economia. Eu particularmente não concordo com isso, mas nós vemos a taxa de juros como a única medida de se combater a inflação. O governo não pode continuar a gastança da maneira que vem acontecendo”, pontuou.
O pacote, apresentado na última semana de novembro, prevê uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos e inclui mudanças no salário mínimo, no abono salarial, na aposentadoria de militares, na expansão da faixa de isenção do imposto de renda e no aumento de outros impostos.
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