José Cácio Júnior
Atualizado às 16h19
Depois de se reunir com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego) no início da tarde desta segunda-feira (5/3), o governador Marconi Perillo (PSDB) determinou a criação de uma comissão para tratar da discussão do Plano de Carreira e Salários (PCS) dos professores da rede estadual de ensino.
Composta por representantes do Sintego, Secretaria Estadual de Educação, Assembleia Legislativa e Ministério Público (MP), a comissão terá 40 dias para apresentar um estudo e resolver o impasse. Em greve desde o dia 6 de fevereiro, professores estaduais protestam sobre as mudanças no PCS ocorrida em dezembro. Entre as reivindicações, a volta do índice de titularidade (40% para mestrado e 50% doutorado) é a mais discutida. A assessoria da Secretaria de Educação afirma, por outro lado, que o percentual de 30% da titularidade foi incorporado ao salário de todos professores.
Na reunião, Marconi determinou ao secretário de Educação, Thiago Peixoto, que coordene uma comissão, com a participação da pasta, da Secretaria de Gestão e Planejamento, do Sintego e do Conselho Estadual de Educação, para discussão de uma nova perspectiva na carreira dos professores.
Em entrevista, o secretário disse que o atual Plano de Cargos e Salários da Educação será mantido, “mas pode ser melhorado”. Segundo ele, existe a possibilidade de os professores decidirem, na próxima quarta-feira, pelo encerramento da greve. De acordo com Thiago, o centro do debate “não é falar do passado, mas discutir o futuro”. O secretário disse também que ainda não é possível apontar quais pontos serão discutidos, mas o foco principal é a qualidade do ensino ministrado.
A presidente do Sintego, Ieda Leal, considerou importante o governador receber o sindicato e se mostrar disposto ao diálogo. A sindicalista defendeu a preservação do Plano de Carreira da categoria e a solução para o corte de pontos.
Na reunião, os professores também solicitaram a revisão sobre o corte de 16 dias de trabalho para quem participou da greve. A decisão foi tomada pelo governo depois que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) considerou a greve ilegal, no início do mês passado. "No meu entendimento, está se construindo uma trégua", avalia o deputado esadual Mauro Rubem (PT), que acompanhou a reunião.
O deputado petista acredita que a greve pode acabar com a formulação de um novo plano de carreira. "Se manter diálogo e apresentar proposta, pode levar para o fim da greve". O Sintego deve realizar uma assembleia geral na quarta-feira (7/3) para decidir sobre a continuidade da greve.
Participaram da reunião, além do governador Marconi Perillo e do secretário de Educação, Thiago Peixoto, o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres, a direção do Sintego, e os deputados estaduais Hélder Valin, Hélio de Sousa, Evandro Magal, Ademir Menezes, José Vitti, Talles Barreto, Isaura Lemos, Francisco Vale Júnior, Major Araújo, Mauro Rubem e Elias Júnior.
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