A Redação
Goiânia – A artista Geni Alexandria abre nesta quarta-feira (11/12), no Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG), às 19h30, a exposição Ilustrar o Cerrado, que reúne 20 obras, entre fotografias e desenhos em aquarelas.
“Nesta ocupação artística e científica do museu com os desenhos botânicos exploramos nossa capacidade de ao mesmo tempo pensar distanciadamente e sentir-nos aderidos à natureza num movimento que nos direciona para o compromisso com a preservação”, explica a diretora do Museu Antropológio, Nei Clara de Lima, sobre a exposição que estará disponível para visitação durante os próximos seis meses.
Ilustrar o Cerrado dá continuidade ao projeto Ocupe o Museu, acolhendo iniciativas de artistas, grupos e escolas da comunidade para refletirem e debaterem temas da atualidade. “Tenho a oportunidade de levar o meu trabalho para dentro da universidade, porque ele existe justamente para isso, para a sociedade”, afirma Geni Alexandria.
A exposição é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e integra a programação do Centro de Estudos Brasileiros da UFG. No primeiro semestre de 2014, está planejado um ciclo de palestras sobre patrimônio integral e preservação, também a ser realizado no Museu Antropológico.
Sobre a ilustradora
A ilustradora botânica Geni Alexandria é formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e há 12 anos se dedica à pesquisa e plantio de espécies vegetais do Cerrado. Ao fotografar plantas e sementes para registro, ela começou a prestar atenção nos detalhes, texturas e cores.
Em 2006, começou a ilustrar e no ano seguinte recebeu prêmio da Fundação Margaret Mee – realizado em parceria com a Sociedade Botânica do Brasil e Escola Nacional de Botânica Tropical – no concurso Ilustração Botânica Philip Jenkins, com primeiro lugar na categoria cores. Já em 2009, publicou o livro Ilustrando o Cerrado.
Além da preservação ambiental, o livro aborda o desmatamento e destruição do bioma, em que busca inspiração para reproduzir em traços delicados exemplares da flora. A obra foi lançada no XII Festival de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) com a exposição individual das obras no museu Casa de Cora Coralina, na cidade de Goiás.
Também em 2009, participou no Rio de Janeiro da exposição Margaret Mee 100 Anos de Vida e Obra e seu Legado: Os Novos Artistas Botânicos. Dois anos depois, foi finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Serviço:
Quando: De 11 de dezembro a 27 de junho de 2014.
Visitação: Terça a sexta-feira.
Horário: Das 9h às 17h.
Entrada gratuita.