Rafael Zelmann
Goiânia – Desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2014, muito se discute sobre como o Brasil tem sido comandado e quais atitudes deveriam ser tomadas. Na boca de uma parcela do povo e nos partidos de oposição, o impeachment de Dilma era um ponto levantado constantemente, mas nunca realmente saiu do papel.
Na última quarta-feira (2/12), tudo mudou, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) aceitou o pedido e o impeachment nunca foi uma possiblidade tão real desde o início das manifestações em todo o Brasil.
Muitos não sabem, mas o processo é longo e passa por várias fases antes do real afastamento da presidente.
PASSO A PASSO
Primeiramente, foi apresentado à Câmara dos Deputados um pedido formal pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A partir daí, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha PMDB), tomou a decisão de aceitar pedido.
Uma vez aceito, será criada uma comissão especial, eleita pelo plenário, que em 48 horas elegerá um presidente e um relator.
Feito isto, começa o “julgamento”. A presidente Dilma tem o prazo de dez sessões para apresentar sua defesa. Após esse prazo, a comissão elabora um parecer que será submetido à Câmara e só será aprovado, em votação aberta, se tiver pelo menos dois terços dos votos da casa (342).
Somente com a aprovação é que começa a o processo de impeachment. Dilma Rousseff então é afastada do cargo por 180 dias e terá o processo julgado em Senado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. No período de afastamento o novo presidente interino será o vice, Michel Temer (PMDB).