Buenos Aires – O engenheiro Mauricio Macri assumiu a presidência argentina às 11h45 desta quinta-feira (10/12). Sob boicote da maior parte da bancada kirchnerista, ele jurou diante do Congresso e exercerá o mandato até 2019. "Por Deus e pelos santos do Evangelho, (juro) desempenhar com lealdade e honestidade o cargo de presidente da nação e observar com fidelidade a Constituição da nação argentina", disse Macri.
Em seu discurso de posse, o presidente pregou união entre os argentinos, fim da pobreza e combate ao narcotráfico, seus temas centrais de campanha. "Temos que ser otimistas sobre nossa esperança e nosso futuro. Quero reiterar uma mensagem de confiança e dizer que esse governo que iniciamos hoje trabalhará incansavelmente nos próximos quatro anos para todos os argentinos. Como presidente, quero ser um cidadão que possa se comunicar com todos os argentinos, para transmitir minhas dúvidas, certezas, ideias, esperança e minhas vontades de realizar."
Apesar do tom conciliatório, Macri mandou recados para sua antecessora. Criticou "governos personalistas que administram em proveito próprio". "A política não é uma competição entre dirigentes. É um trabalho entre dirigentes modernos que trabalham em equipe para servir os demais. A política também não é um cenário em que alguns líderes mentem para ter o apoio da população e do mundo com dados falsos."
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Ele prometeu combate à corrupção, esteja ela em qualquer partido. "Expresso meu apoio à Justiça independente. Não haverá juizes macristas. Nao pode haver juizes militantes de nenhum partido", afirmou, acrescentando que o Judiciário impediu nos últimos anos o país de cair no autoritarismo profundo.
Ele citou todos os outro cinco candidatos que disputaram a eleição, em um sinal de que ouvirá suas propostas e concluiu reforcando o tema central de seu discurso. "Convoco a todos à arte do acordo. O país só irá adiante se trabalharmos juntos. Sempre vou ser sincero com vocês. Os desafios são enormes e não poderemos resolver de um dia para o outro. Necessito que apontem nossos erros. Se os argentinos voltarem a se unir, seremos imparáveis". Macri concluiu em meia hora seu discurso. (Agência Estado)