Michelle Rabelo
Goiânia – Já era de se esperar que os manifestantes não recuassem diante da anulação do reajuste do valor da passagem do transporte coletivo da capital e da Região Metropolitana.
Isso porque as pessoas que pretendem ir às ruas, protestam também contra a má qualidade dos ônibus e dos terminais, entre outros temas que passam pela saúde pública, segurança e educação.
Os participantes confirmaram que se reunirão a partir das 17 horas na Praça do Bandeirante, em Goiânia e, diante disso, a Polícia Militar (PM) informou que na ocasião serão distribuídas dez mil rosas brancas, simbolizando a paz.
Segundo a Assessoria de Comunicação da PM, as rosas serão distribuídas simultaneamente nas Praças Cívica e do Bandeirante e a ação vai acontecer durante todo trajeto da manifestação.
A iniciativa partiu da Secretaria de Segurança Publica e Justiça (SSPJ), por meio do secretário da pasta, Joaquim Mesquita, que pediu ainda que fossem distribuídos cartazes em favor de uma manifestação ordeira e sem violência.
Mesquita de disse tranquilo sobre protesto (Foto – SSPJ)
Segurança
Na tarde de quarta-feira (19) a Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) pediu que as ruas do Setor Central fossem evitadas, na parte da tarde, e informou que existe a possibilidade de algumas vias serem fechadas devido a manifestação. Em parceria com a Polícia Militar (PM), a SMT realizará um trabalho de fiscalização do trânsito a partir das 15 horas.
Na manhã desta quinta-feira (20) foi a vez da Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Serviços (Semic) recomendar que todos os mercados da capital goiana encerrem suas atividades às 16 horas. Segundo o secretário da pasta, José Geraldo Fagundes Freire, o que motivou essa recomendação foram os fatos atípicos ocorridos em outras capitais brasileiras.
OAB
Preocupado com excessos na manifestação, o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio, discutiu na terça-feira (18) com o secretário Joaquim Mesquita e informou que as comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Ordem vão acompanhar todo o protesto como observadores. 
"A OAB-GO estará presente para garantir que os direitos civis não sejam violados. Nossa preocupação é evitar excessos de ambas as partes, sobretudo da parte da polícia, que é o lado mais forte", afirmou Tibúrcio.
Mesquita informou que a inteligência da Polícia Civil e a Polícia Militar estão trabalhando integradas. "Amanhã teremos uma reunião para debater o assunto. O comandante-geral vai reunir amanhã toda a tropa que vai atuar na manifestação.
Estamos trabalhando para que tudo ocorra dentro da normalidade, para isso o alto comando da PM foi escalado para liderar a tropa", garantiu o secretário.