Michelle Rabelo
Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MP-GO) vai investigar o concurso da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Ao fazerem a prova, os candidatos se assustaram ao perceberem que o cartão resposta da prova tinha 20 questões a menos. Na investigação, o MP quer entender como 20 das 60 questões da prova não estavam, com os devidos espaços para marcação, no cartão resposta. O concurso foi realizado no último domingo (30) em Goiânia e teve mais de 95 mil inscritos.
Segundo o MP-GO, o caso foi encaminhado para a promotora e titular da 50ª promotoria, Leila Maria, mas como ela está de férias, quem ficará à frente da investigação é o promotor Fernando Krebs (foto). Ele deve receber a imprensa ainda nesta terça-feira (3) para explicar exatamente o que será investigado.
Até o momento, nada foi divulgado sobre um suposto cancelamento do concurso, o que já vem sendo pedido pelos candidatos desde o final da tarde de domingo (30). As manifestações de insatisfação foram quase imediatas, e na saída já circulava uma lista que colhia assinaturas para um futuro abaixo-assinado.
De acordo com alguns candidatos, as irregularidaedes começaram logo cedo, com o atraso de 40 minutos para o início das provas. Ao sair das salas, os candidatos protestaram na Faculdade Padrão, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e na Uni-Anhanguera. Além disso, candidatos de Iporá, Jataí, Anápolis, São Luís dos Montes Belos, Itumbiara, Ceres, Formosa, Luziânia, Santa Helena, Porangatu, Morrinhos, Catalão, Rio Verde, Palmeiras, Inhumas, Cidade de Goiás e Campos Belos demonstraram instisfação diante da prova.
Até agora, o que se sabe é que as 20 questões anuladas teriam sido descartadas devido a "problemas técnicos no gabarito". Em nota oficial, a Saneago disse que está trabalhando com o Instituto Brasileiro de Educação e Gestão (Ibeg), responsável pela elaboração do concurso, para preservar os direitos dos candidatos.
No documento, o Ibeg explicou que "as provas e cartões de respostas, por imperativo de segurança, foram encaminhadas ao parque gráfico especialmente contratado para sua confecção, momento a partir do qual nenhuma pessoa integrante da comissão do concurso público, ou integrante do Ibeg, teve acesso a este material, que foi monitorado por filmagens 24 hs desde o momento de sua entrega à gráfica até o momento de sua entrega para transporte para os locais de prova".
Erro
Segundo o Ibeg, "a empresa Econrio, responsável pela geração dos dados variáveis do cartão resposta e do leiaute dos dados físicos, comunicou por telefone a ocorrência de uma inconsistência dos cartões de resposta relativos aos quatro cargos do nível fundamental e dez cargos do nível médio, cujos cartões de resposta foram gerados faltando o campo de resposta relativos a dez questões do nível fundamental e 20 do nível médio".
Depois de detectado o problema, a Saneago informou por meio do seu site que as provas para os cargos de nível médio seriam compostas por 40 questões e que deveriam ser lançadas no cartão "apenas as respostas de 1 a 40, desconsiderando-se as questões de 41 a 60." No caso do certame de nível fundamental, a estatal informou que a prova seria "composta por 30 questões e deverão ser lançadas no cartão apenas as respostas de 1 a 30, desconsiderando-se as questões de 31 a 40."