Adriana Marinelli
Goiânia – Mesmo diante do posicionamento da Polícia Civil de Goiás, que descarta a atuação de um possível assassino em série em Goiânia, muitas pessoas não estão convencidas. O tema foi levantado depois que uma série de homicídios com características semelhantes foram registrados na capital. O assunto ganhou ainda mais força depois que a informação sobre a existência de um "serial killer" foi parar no aplicativo de mensagens WhatsApp e passou a ser compartilhada por várias pessoas.
O tema que continua como um dos principais nas conversas dos goianienses nos últimos dias motivou uma reunião entre a maioria dos delegados da Delegacia de Homicídios. Para tratar do assunto, o grupo de delegados, inclusive Murilo Polati, se reuniu na tarde desta segunda-feira (2/6). No entanto, a finalidade do encontro ainda não foi revelada.
Entenda o caso
Tudo começou com a divulgação de pelo menos dois áudios no WhatsApp onde vozes femininas alertam para a existência de um assassino em série em Goiânia. Conforme descrevem, o homem, que já teria feito pelo menos cinco vítimas até a semana passada, principalmente na região Sudoeste da capital, sempre aborda as mulheres em uma moto preta. Ainda de acordo com o áudio, o homem também estaria mantendo o mesmo estilo de abordagem, sempre pedindo o celular das vítimas.
Confira os áudios:
Além do caso da jovem Isadora, o mais recente, pelo menos outras quatro jovens teria sido vítimas do assassino. Entre os casos está o de Carla Barbosa Araújo, assassinada com um tiro no peito no no final da tarde de sexta-feira (23/4), no Setor Sudoeste, em Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, Carla estava na companhia da irmã quando um homem se aproximou em uma motocicleta preta. O homem teria pedido o celular das duas, exatamente como é relatado nos áudios que circulam no WhatsApp, e depois atirado contra Carla.
Outro caso recente foi o Janaína Nicacio de Souza, morta na noite de 8 de maio no Jardim América. Testemunhas informaram à Polícia Militar que a jovem estava em um bar no momento em que foi atingida com um tiro na nuca. O autor do disparo, que também estava em uma moto preta, conseguiu fugir do local.
Na mesma noite (no dia 8/5), Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves estava em um ponto de ônibus na Avenida T-9 quando foi abordada por um motociclista, que também estava em uma moto preta. Armado, ele teria pedido o celular da vítima. Testemunhas disseram que o suspeito atirou no momento em que ela foi pegar o aparelho na bolsa. Bruna foi atingida no peito e morreu no local.
Janaína Nicacio de Souza e Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves (Foto: reprodução/Facebook)