Mônica Parreira
Goiânia – Três policiais militares foram interrogados, na manhã desta segunda-feira (10/2), pelo delegado Waldir Soares, titular do 8º Distrito Policial (DP) de Goiânia.
Os soldados, que servem ao Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve), são suspeitos de espancar um torcedor no banheiro do estádio Serra Dourada, após o jogo entre Altético e Vila Nova, no dia 2 de fevereiro.
Durante o interrogatório, que durou cerca de duas horas meia, o delegado coletou informações sobre o que teria motivado as agressões. "Um dos policiais mencionou que a vítima, Igor Pereira, estaria jogando urina e pedra contra os policiais", disse Waldir Soares.
"Outro policial voluntário afirmou que teria sido agredido por alguns torcedores não identificados", completou. Segundo o delegado, nenhum dos interrogados quis dar detalhes de quem era o comandante da operação. Já sobre as agressões, "eles se reservaram ao direito de falar apenas em juízo".
Boletim de ocorrência
O caso chegou ao conhecimento público por meio de um vídeo, publicado nas redes sociais, que mostra o torcedor sendo agredido por policiais.
Em entrevista ao jornal A Redação, Igor Pereira, de 23 anos, disse que foi ao estádio na companhia da esposa. No fim do jogo, o casal se dirigia à saída do Serra Dourada quando decidiram esperar um pouco até passar o tumulto que havia no local.
O torcedor explicou que, ao entrar no banheiro para fazer o uso, foi surpreendido com a ação dos policiais, que o espancaram com cacetetes. Na quarta-feira (5), três dias após as agressões, a vítima foi até o 8° DP e registrou um boletim de ocorrência.
Investigações
Waldir Soares explicou que as investigações continuam. Ele confirmou que o próximo passo agora é identificar os outros dois policiais envolvidos no caso. Apesar das imagens divulgadas na internet mostratem quatro policiais, Igor Pereira afirmou que foi agredido por cinco PMs.
"Vamos ouvir outras testemunhas para dar sequência às investigações. Só a partir daí é que poderemos verificar se houve de fato abuso de autoridade ou tortura", comentou o delegado, dizendo ainda que os policiais podem responder criminalmente, administrativamente e civilmente.
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