A Redação
Goiânia – O delegado da Polícia Civil Dannilo Ribeiro Proto foi condenado a mais de 11 anos de prisão por integrar um grupo criminoso e desviar recursos destinados a reformas e obras em escolas estaduais de Rio Verde. Segundo as investigações, o grupo causou um prejuízo de mais de R$ 2,2 milhões. Com a sentença, a Justiça determinou a perda do cargo público de Proto.
Além do delegado, o grupo era integrado por sua esposa, Karen Proto, então coordenadora regional de Educação de Rio Verde, que também recebeu pena de mais de 11 anos de prisão. De acordo com a decisão estabelecida, Karen atuava como uma das principais articuladoras do esquema e possuía acesso a informações relacionadas às obras e reformas previstas para a rede de ensino.
Outro membro da equipe criminosa, Vitor Rodrigo Bento era responsável pela fiscalização e conferência das prestações de contas na Coordenação Regional de Educação de Rio Verde. Segundo a investigação, Vitor atuava na validação de documentos relacionados aos contratos envolvidos no esquema.
A Operação Regra de Três foi deflagrada em 21 de agosto de 2025 e tinha como objetivo desarticular a organização criminosa. Na época, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Verde e Goiânia. A decisão judicial, expedida pela 2ª Vara das Garantias de Goiânia, determinou o bloqueio de contas e apreensão de bens dos investigados, com o objetivo de ressarcir os valores aos cofres públicos. A operação teve apoio da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) e da Controladoria-Geral do Estado de Goiás.
A juíza Placidina Pires, titular da Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás, responsável pelo caso, determinou a perda dos cargos dos três envolvidos no desvio de recursos.
