A Redação
Goiânia – Após intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), o Conselho Superior da Polícia Civil decidiu afastar o delegado substituto Christian Zilmon Mata dos Santos de suas funções em Cocalzinho de Goiás. A decisão, oficializada na última quarta-feira, dia 22 de abril, determina a transferência imediata do servidor para Águas Lindas de Goiás.
A medida acontece poucos dias após a OAB-GO obter decisão judicial para impedir que o delegado agisse em causa própria contra a advogada Áricka Rosália Alves Cunha. O caso repercutiu nacionalmente após a profissional ser presa ilegalmente em seu escritório e ter sua casa monitorada por drones.
Imparcialidade
Em decorrência do afastamento, a Polícia Civil instituiu uma nova regra por meio da Portaria n.º 323/2026. Esta norma impede que delegados conduzam investigações ou efetuem prisões em ocorrências nas quais possuam envolvimento pessoal. A medida visa garantir a imparcialidade do trabalho policial, prevenindo que o vínculo emocional da autoridade interfira na isenção das ações.
Para o presidente da OAB-GO, Rafael Lara, a decisão é uma vitória para a sociedade. “A nova regra garante que a função pública não seja usada para perseguições pessoais. O Estado de Direito exige que as investigações sejam técnicas e imparciais”, destacou Lara.
A Portaria n.º 189/2026, que determinou a transferência do delegado, não previu o “período de trânsito”, prazo usualmente concedido para a efetivação de mudanças. Por isso, o delegado teve que se apresentar imediatamente na nova sede, em Águas Lindas, até a data limite de ontem, dia 22.
