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Da loucura à felicidade

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27.12.2016 - 16:04:58
 

Goiânia – Assistimos, diariamente, noticiários tristes mostrando os conflitos na Síria, com tantas mortes, cenas incrivelmente cruéis e o olhar atônito de uma criança calada pelo trauma de ser impedida de vivenciar sua infância em paz. Voltando o olhar para o nosso País, numa cena de guerra fria, vemos o mesmo quadro que se repete em várias partes do mundo: a disputa desenfreada pelo poder e pelo dinheiro, movida pela ganância e o egoísmo, sempre pensando em poucos e negligenciando a maioria que sofre as mazelas do mundo. Então me pergunto: quanto vale uma vida? Onde está o amor pelo próximo? Qual é o sentido de tudo isso?
 
A ausência do amor, no íntimo de cada ser e em suas relações é, sem dúvida o fator responsável pela maioria das doenças psicoemocionais e dos desastres na sociedade como um todo. Na família – bem como na comunidade – em que são cultivados os sentimentos de fraternidade, respeito, tolerância e compaixão, que são manifestações genuínas de amor, não se vê agressões e violências, frutos do ódio, que é o amor que enlouqueceu.
 
O indivíduo está doente, a sociedade está doente, o meio ambiente está doente, o planeta todo está doente! E todos gritam por socorro! Nenhum remédio numa prateleira é capaz de aplacar essa dor e diminuir esse sofrimento!
 
Como então podemos nos curar em todos os níveis? Desde o indivíduo até o planeta, diminuindo a dor e trazendo um pouco de paz e felicidade?
 
Devemos começar pelo processo de autoconhecimento, identificar nossas feridas originais, acolher e ressignificar a dor. Descobrir nossas potencialidades e desenvolvê-las para o bem comum. A partir daí, desenvolver o auto amor para que, só então, seja ampliado para nossas relações, de forma micro, como na família, e de forma macro, como na sociedade e no meio ambiente.
 
Compreenderemos, enfim, que tudo está interligado e que quando uma família, a célula da sociedade, está doente, todo o organismo também assim está! Por isso não podemos agir de forma egoísta, entrincheirados em nossos pontos de vista. Precisamos ampliar nosso olhar, o que acontece na medida em que conhecemos nossas próprias fragilidades.
 
Primeiramente, é preciso ter vontade, escolher, mudar, e depois construir uma realidade conjunta mais feliz e saudável para todos. Felicidade, portanto, é uma escolha, uma vontade e um trabalho diário. A felicidade não é egoísta, ao contrário, é altruísta. Somos felizes quando fazemos o outro também feliz.
 
Construamos essa nova realidade a partir de um olhar mais complacente, sem julgamentos, sem arrogância. Com humildade e simplicidade estamos sempre mais perto de Deus, da luz, da felicidade e da paz que tanto almejamos. 
 

*Myrella Brasilé terapeuta, escritora, palestrante e pesquisadora

 
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por Myrella Brasil

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