Adriana Marinelli
Goiânia – Enquanto Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Wilder Morais (DEM-GO) pediram a retirada de seus nomes da CPI da Petrobras do Senado, Cyro Miranda (PSDB-GO) afirma que vai seguir a orientação do líder do partido, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), sobre a indicação. A indicação foi feita pelo presidente Renan Calheiros, que anunciou os nomes na terça-feira (13/5), durante sessão.
Assim como Wilder, Lúcia Vânia considera que a criação de duas CPIs, uma no Senado e outra na Câmara, é uma estratégia para postergar as investigações. Por meio de nota, a senadora afirmou que "não há justificativa para se investir tempo, energia e dinheiro público, em duas comissões, uma composta por senadores e outra composta por deputados, para o mesmo fim."
Veja como reagiu a senadora ao saber da indicação:
Também por meio de nota, o senador Cyro se disse indignado com a forma como houve a indicação de seu nome. "Estou estarrecido com a forma como fui indicado. Essa manobra de postergar as investigações é uma afronta a meu Estado e aos meus companheiros de bancada, pois todos sabem que desejamos uma CPI mista. É uma afronta ao Congresso Nacional, que quer desvendar essa caixa-preta da Petrobras. Isso é um teatro e estamos fazendo parte desse circo. Vou deixar ao meu líder a decisão sobre minha participação."
A criação de duas CPIs – uma do Senado e uma mista – provocou um impasse entre a base do governo e a oposição. Os governistas preferem a CPI do Senado e argumentam que, se ela começar a funcionar antes, terá preferência. Já a oposição diz que só a CPI mista será capaz de realizar uma investigação mais séria e objetiva.
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