Goiânia – Recentemente vi uma pesquisa que apresentou as perspectivas de crescimento populacional de Goiânia a ponto de se tornar uma “supercidade”, conforme dados demográficos projetados para o ano de 2020. Eis aqui um assunto que me aflige, não por achar que devemos deixar de crescer em termos populacionais e expandir economicamente o potencial desta cidade, mas pelo fato de temer que o planejamento urbano, em todas as suas vertentes, não acompanhe e reaja com a mesma magnitude o crescimento urbano que esta cidade vem passando, quem dirá em momento futuro!
É fato que a falha na implantação do planejamento urbano e o seu desrespeito não é a origem para todos os problemas crescentes da região metropolitana de Goiânia, mas sua contribuição é significativa para a queda da qualidade de vida.
Estamos atacando a consequência do problema e não a sua causa! Esquece-se, contundentemente, que a intensificação do trânsito se dá quando se permite que muitos veículos transitem pelo mesmo local em horários de pico, sob a justificativa que o adensamento urbano é a solução para evitar uma expansão urbana. Precisamos descentralizar e reestruturar o trânsito de forma inteligente sem haver necessidade de investir milhões em intervenções de infraestrutura, como se tem feito. Transporte de massa eficiente já! Nenhuma cidade no mundo foi projetada para crescimento tão acelerado de veículos de passeio.
Temos ao nosso favor, ainda, espaço físico para expandir um crescimento sustentável da cidade, geografia que contribui para o transporte mais eficiente e humanizado, e uma população consciente de que não se deve cometer os mesmos erros do crescimento desordenado ocorrido em outras capitais no País.
*Sérgio Botassi é coordenador do MBA Gerenciamento de Obras, Tecnologia e Qualidade da Construção do IPOG.