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Como será na Copa do Mundo?

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23.01.2013 - 11:59:42

Goiânia – A Copa 2014 está chegando e com elas os turistas, a movimentação de gente de todo o mundo circulando na cidade, nos estádios, nas rodoviárias, aeroportos, avenidas, nos bares e boates, e, é exatamente aqui que pretendo analisar o que temos a oferecer aos nossos visitantes.
 
Muito dinheiro vem sendo e será investido nos estados e cidades sedes dos jogos da Copa do Mundo e nos municípios próximos, a começar pela circulação de visitantes de todos os lados do globo que aparecerão esse ano na Copa das Confederações. Afinal de contas, todos os ingressos já foram vendidos e muitos aguardam a liberação de um novo lote surpresa para os que ficaram sem os seus passaportes. Porém, vem a pergunta que todos se fazem aqui no Brasil, será que conseguiremos?
 
Planos e ações estão voltados à melhoria da infraestrutura, da comunicação, do transporte e da segurança para que a mobilidade e o dinheiro estrangeiro seja gasto por aqui com a promessa de lucros e vantagens para os anos seguintes ao grande evento. No quesito atendimento ao turista, as cidades brasileiras estão investindo pesado nos cursos de inglês financiados pelo governo para que consigamos nos comunicar com os turistas. Mas será que somente isso basta? E coisas simples como cordialidade, educação, respeito ao próximo, bom atendimento, esse principalmente, andam desaparecidas dos bares e boates em Goiânia.
 
Há tempos muitos reclamam do mau atendimento em bares e outros estabelecimentos comerciais da grande Goiânia, mas especialmente esse ano, os casos de falta de respeito com o consumidor vêm ganhando maior destaque. Recentemente tivemos o caso de agressão a um cliente num dos bares mais tradicional da cidade e, independente de como começou, é preciso lembrar que bares, restaurantes, boates, hotéis e lojas são lembrados pelos serviços que prestam, e principalmente, pelo atendimento que oferecem aos seus clientes. E vamos mais além quando um cliente, somente um, é mal atendido a propaganda boca a boca será negativa para várias outras pessoas que evitarão ir ao seu estabelecimento.  
 
Em uma sociedade em que se divide o tempo entre conversas cara a cara e comunicação virtual via celulares a divulgação do péssimo atendimento em bares e restaurantes acontece muito mais rápido hoje do que há alguns anos. Nas  redes sociais, elas alcançam uma audiência sem precedentes e, vale lembrar, que uma vez espalhado na rede perde-se o controle de tempo e espaço ainda mais quando tem-se imagens e vídeos. E mesmo sendo muito comum, já que qualquer celular permite gravar e espalhar uma notícia pelo mundo em segundos, o péssimo atendimento continua crescendo na maioria dos comércios goianienses. Quem não viu virais e mais virais negativos sobre o péssimo atendimento em um restaurante aqui de Goiânia esse mês?
 
Mas o caso não se resume somente à agressão. A meu ver, essa já é uma situação extrema, sem argumentação. O que acontece com frequência em muitos lugares públicos e comerciais por aqui é a falta de cordialidade e o péssimo atendimento ao cliente. Nas redes sociais são comuns os depoimentos de indignação de pessoas que são mal atendidas em bares, restaurantes, confeitarias, supermercados e cinemas da cidade.

São situações em que o cliente nem entende porque compra ou consome alguma coisa naquele local. Se entram com vontade de consumir, saem arrependidos por terem entrado. E, infelizmente, isso se tornou uma prática comum. Quantos não foram atendidos com desprezo por garçons em algum estabelecimento nos últimos meses? E o que mais espanta é que geralmente esses comércios estão situados em bairros nobres e têm como público alvo clientes de classe alta, que estão pagando valores altos para receberem péssimo atendimento.
 

A começar por filas desorganizadas, falta de educação do segurança na tentativa de colocar ordem, nas recepcionistas que nem dão boa noite, nos que acobertam os furões de fila porque receberam um agrado. Ainda temos aquele garçom que atende como se estivesse nos fazendo um favor, ou demoram horas para vir atender. Tudo isso só gera uma reação, a péssima impressão e descontentamento que afasta os clientes. Mas se as consequências são ruins e imediatas, por que esse tipo de situação está ocorrendo com tanta frequência? Será que tratar as pessoas com educação saiu de moda, ou a prepotência de se achar único tomou conta de alguns estabelecimentos em Goiânia?
 
Isso é sinal de que muitos empresários estão precisando investir em pesquisas de satisfação para entenderem melhor seus clientes e conhecerem o mercado. Em setores comerciais badalados como o Marista, Bueno e Jardim Goiás, a falta de respeito com o cliente chegou ao ponto de cercear o direito de ir e vir do indivíduo. Por que é tão difícil respeitar e ser respeitado? Para onde foram os valores? As palavras mágicas, independentes de serem ditas em português, inglês, francês, espanhol? Deve-se investir em bom atendimento, cordialidade, simpatia e respeito em todas as situações e relacionamentos. 
 
Para a Copa do Mundo, ainda temos um ano inteiro para investirmos em infraestrutura, comunicação, transporte e segurança, mas bom atendimento deve começar a fazer parte dos planos de investimentos dos estados brasileiros, com urgência, para que possamos garantir a boa impressão, a fidelidade e ótimas lembranças, não só para os turistas que irão voltar aos seus países após a festa do futebol, mas principalmente para os clientes e consumidores locais, pois serão esses os guias dos visitantes do ano que vem.   
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por Jade Azevedo

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