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Como investir agora que a taxa de juros caiu?

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21.10.2016 - 15:40:39

Goiânia – Pela primeira vez em quatro anos, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros do Brasil, a SELIC, chegando a 14% ao ano. Isso significa uma perspectiva de melhora na economia, e também aumenta a confiança dos brasileiros. Sinal de que a inflação está caindo e a expectativa em torno da aprovação das medidas de ajuste fiscal já fazem o Governo considerar reduções maiores dos juros para recuperar o crescimento.
 
Assim como existem investimentos que se beneficiam da alta dos juros, existem aqueles que sedestacam quando a taxa tem perspectiva de queda. De forma geral, beneficiam-se da queda de juros os investimentos de renda variável e os papéis de renda fixa que têm parte ou a totalidade da sua remuneração prefixada.
 
Conheça algumas aplicações que se beneficiam com a queda da SELIC:
 
Ações e fundos imobiliários
As aplicações de renda variável se beneficiam quando o Banco Central reduz os juros porque o crédito tende a ficar mais barato, favorecendo os empréstimos. Isso aquece a economia, pois as empresas se sentem incentivadas e os consumidores melhoram seu poder de compra. Com a expectativa de melhora na economia e a redução da taxa de juros as ações da bolsa tendem a subir. O Índice Bovespa, que reflete o mercado de ações, está subindo mais de 40% esse ano.
 
No caso dos fundos imobiliários, que investem em imóveis comerciais e em títulos que financiam o setor imobiliário, o bom desempenho das empresas faz com que a busca por imóveis cresça e a inadimplência dos aluguéis caia.
 
Títulos prefixados e atrelados à inflação
Para pessoas mais conservadoras, uma boa alternativa é um título prefixado. Nele, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento. Suponha que você compre hoje um título que pague, daqui a um ano, a rentabilidade de 13%. Agora imagine que a SELIC, que hoje está em 14% ao ano, vá caindo até chegar em 11% daqui a um ano. Mesmo com a queda da taxa de juros, você garantiu um rentabilidade anual de 13%. Quando a aplicação é atrelada à inflação, a rentabilidade tem a taxa prefixada + o Índice de Inflação (por exemplo, IPCA + 5%).
 
No Tesouro Direto, existem títulos prefixados chamados de Tesouro Prefixado (LTN) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F). Dentre os atrelados à inflação, há o "Tesouro IPCA +  (NTN-B Principal)" e o "Tesouro IPCA + com Juros Semestrais (NTN-B)". Para investir de forma mais conservadora, é indicado aplicar em títulos com prazos de até 10 anos. É um investimento acessível a qualquer tipo de investidor, pois aceita aplicações a partir de R$30,00.
 
Outras alternativas seriam CDB, LCA e LCI com taxas prefixadas ou atreladas a inflação. Esses títulos tendem a ter uma rentabilidade maior que os Títulos Públicos. Para conseguir as melhores taxas para seus investimentos é preciso pesquisar nos bancos. Geralmente, nas corretoras que oferecem títulos de vários bancos, as taxas das aplicações são melhores.
 
Como assessor financeiro, afirmaria que, embora cada investimento corresponda a um perfil de pessoa e sua situação econômica, a dica universal é esta: saiba onde está investindo seu dinheiro. Muitas pessoas acabam caindo em armadilhas como a poupança e títulos de capitalização, e essas aplicações fazem com que o investidor perca dinheiro, elas possuem rendimentos menores que o da inflação.
 
*Bruno Carvalho é assessor de investimentos graduado em Finanças pela Belmont University (EUA) e sócio-fundador Duo Invest
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por Bruno Carvalho

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