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Como aproveitar a reta final das férias escolares na região central de Goiânia

A Redação preparou roteiro especial

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16.01.2026 - 18:14:38

Carolina Pessoni

Goiânia – Durante as férias escolares, o Centro de Goiânia revela uma vocação muitas vezes esquecida: a de ser um território de descobertas. Longe da pressa dos dias úteis, suas ruas, prédios e instituições culturais convidam a uma experiência que mistura aprendizado, memória e convivência, ideal para quem quer ocupar o tempo livre com mais sentido do que apenas consumir.

Mais do que um passeio, circular pelo Centro é um exercício de pertencimento. Entre museus, bibliotecas, sebos e lanchonetes que atravessaram gerações, é possível montar um roteiro acessível, educativo e afetivo, capaz de aproximar crianças, jovens e adultos da história viva da cidade.

A seguir, seis paradas que ajudam a transformar a reta final das férias em uma experiência urbana completa.

1. Museu Pedro Ludovico
O local é um abrigo importante da história da Capital pois foi ali que morou o fundador da cidade: Pedro Ludovico Teixeira. A casa se transformou em museu efetivamente implantado em 1987, mas sua criação se deu em 25 de setembro de 1979, pouco mais de um mês após a morte de Pedro Ludovico, quando o Governo do Estado de Goiás sancionou a Lei nº 8.690, que criou o Museu em homenagem ao fundador de Goiânia.

Museu Pedro Ludovico Teixeira (Foto: Secult Goiás)

O acervo do museu é diversificado e representa vários estilos. Conta com 8,56 mil documentos pessoais e políticos, e 1,83 mil peças diversas do mobiliário e objetos pessoais. O acervo fotográfico é composto por 1,14 mil fotografias sobre fatos históricos de Goiânia e do Estado. A biblioteca possui 500 volumes diversos.

O casarão é um destaque na história arquitetônica de Goiânia. O local possui, inclusive, a primeira piscina residencial de Goiânia e a televisão exposta foi o primeiro aparelho do tipo a cores do estado de Goiás.

 

2. Mercado Central
Localizado no número 322 da Rua 3, o mercado é um dos pontos mais tradicionais da capital. Lá é possível encontrar produtos tradicionais da culinária e da cultura goiana e ainda saborear os tradicionais salgados das lanchonetes locais.

O primeiro mercado municipal da cidade funcionava no local onde atualmente é o Parthenon Center. Foi fundado em 1950, na gestão do prefeito Eurico Viana. Posteriormente foi transferido para o Mercado Centro Comercial Popular, conhecido como Camelódromo do Centro. No dia 24 de outubro de 1987 foi, então, inaugurada a sua sede definitiva, onde está até hoje.

Mercado Central de Goiânia (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)

Com área construída de 6.787 metros quadrados divididos em três pavimentos, o mercado foi inaugurado com a finalidade de abastecimento de alimentos. Desde sua inauguração o Mercado Central mantém seus atrativos e um público cativo fiel. Seja pela qualidade e sabor dos queijos, farinhas, pela tradição do artesanato ou pela amizade construída entre comerciantes e clientes, o local ainda é um ponto de encontro tradicional em Goiânia.

 

3. Centro Cultural Marietta Telles Machado
Localizado na Praça Cívica, o Centro Cultural Marietta Telles Machado concentra algumas unidades e setores da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), sendo elas: Museu da Imagem e do Som (MIS), Biblioteca Estadual Pio Vargas, Biblioteca Braille, Gibiteca Jorge Braga e Cine Cultura.

Construído em estilo art déco, o prédio foi o primeiro edifício público construído estrategicamente na Praça Cívica. Primeiramente, abrigou a Secretaria Geral do Estado, com os órgãos que vinham da antiga capital e somente em 1988 a Cultura passou a ocupar o espaço.

Centro Cultural Marietta Telles Machado (Foto: Kamila Brandão)

O prédio foi projetado pelo urbanista Attilio Corrêa Lima, o mesmo responsável pelo projeto de Goiânia. “A construção foi iniciada em 1935, mas finalizada em 1937, pelos irmãos Coimbra Bueno. O edifício faz parte do conjunto urbano tombado pelo Iphan como patrimônio histórico

 

4. Casa nº 1 de Goiânia
Localizada no nº 175 da Rua 20, no Centro, está a casa º 1 de Goiânia, registrada em Cartório. O sobrado em estilo art déco foi edificado pelo Estado em 1935 como parte da urbanização da nova capital.

A partir de 1936, o imóvel abrigou a Diretoria Geral da Fazenda, órgão que hoje corresponderia à Secretaria da Fazenda. Após a saída do órgão, a casa foi moradia do advogado e professor Colemar Natal e Silva e sua família até a década de 1980, quando a casa foi cedida par se tornar a sede da Academia Goiana de Letras (AGL).

Casa nº 1 de Goiânia é hoje a sede da Academia Goiana de Letras (AGL) (Foto: Divulgação/AGL)

Em 1987, no governo de Henrique Santillo, o sobrado foi oficialmente cedido à AGL por tempo indeterminado para a instalação de sua sede oficial, que foi inaugurada em 29 de abril de 1988. Desde então, a AGL atividades como reuniões, palestras e lançamentos de livros da casa histórica. O edifício é também conhecido como casa Colemar Natal e Silva, que foi um dos fundadores da Academia, em 1939, e seu primeiro presidente.

 

5. Centro Cultural Octo Marques
O espaço, que abriga as Galerias de Arte Frei Confaloni e Sebastião dos Reis, e está localizado no Edifício Parthenon Center, na Rua 4, número 215, no Centro. Antes de receber o então prédio mais moderno da cidade inaugurado em 1976, o endereço abrigava o primeiro Mercado Municipal de Goiânia.

Por volta de 1979, 1980, no local funcionava o Centro de Tradições Goianas, fundado pela então primeira-dama Maria Valadão. Já em 1988, na gestão de Henrique Santillo, o local foi transformado no Museu de Arte Contemporânea e em 1999 foi readequado e passou a se chamar Centro Cultural Octo Marques.

Centro Cultural Octo Marques (Foto: Secult Goiás)

O nome para o espaço cultural foi sugerido pelo escritor José Mendonça Teles, a pedido do então secretário de Cultura, na época, o escritor Kleber Adorno, como forma de homenagear um dos artistas mais marcantes do século XX em Goiás. Somadas, as Galerias de Arte Frei Confaloni e Sebastião dos Reis chegam a 1000 m². Além disso, o espaço conta com uma Escola de Artes Visuais e abriga a Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura, que operacionaliza as políticas de estímulo à cultura no Estado.

 

6. Antiga Estação Ferroviária
Inaugurada em 1950, a antiga Estação Ferroviária, localizada na Praça do Trabalhador, Setor Central, é um dos mais importantes edifícios históricos e uma das personificações do estilo art déco da Capital. Funcionou durante 30 anos, quando em 1980 transferiu-se o pátio ferroviário para Senador Canedo, permitindo a continuação da Avenida Goiás e a construção da Rodoviária da cidade.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2002, o edifício compõe o acervo Arquitetônico e Urbanístico Art Déco da capital. Em sua área interna, no saguão principal, dois importantes murais produzidos pelo artista italiano Frei Nazareno Confaloni – introdutor do modernismo em Goiás, ambos pintados no ano de 1953.

Antiga Estação Ferroviária de Goiânia (Foto: Biapó)

No local da antiga plataforma de desembarque está a locomotiva à vapor nº 11, carinhosamente chamada pelos goianienses de Maria Fumaça. Além de ser chamada pelo seu número, a locomotiva também era conhecida por outro nome: Ritinha. Especula-se que o apelido tenha sido escolhido por conta de seu porte.

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por Carolina Pessoni

*Jornalista formada pela UFG, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing também pela UFG

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