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Brinquedos sonoros: risco para a audição das crianças

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12.10.2016 - 17:25:54
Telefones, guitarras, aviões, carrinhos com sirenes, dinossauros que rugem alto, jogos com explosões e tantos brinquedos outros emitem sons que podem ser muito perigosos. Os brinquedos sonoros encantam a criançada, mas, às vésperas do Dia das Crianças, é preciso que os pais redobrem a atenção na hora de comprar esse tipo de lembrança. A escolha do quê comprar não deve levar em conta só o desejo do filho, mas, principalmente, as condições de segurança. É importante observar se o brinquedo tem o selo do Inmetro como garantia de que o nível de ruído do brinquedo está dentro dos limites estabelecidos na legislação.
 
Os ruídos estão por toda parte. Dentro de casa, é a televisão em alto volume; o liquidificador; o aspirador de pó e também os brinquedos. Tudo isso pode causar prejuízo à audição das crianças. Os pais devem proteger seus filhos de danos auditivos causados por excesso de barulho e prestar atenção ao nível sonoro do brinquedo que vai comprar. Brinquedos sonoros do tipo made in China, comprados em camelôs, por exemplo, podem emitir um barulho acima do permitido pela lei, que é de 85 decibéis. Um carrinho de polícia “pirata”, por exemplo, pode registrar até 120 decibéis de ruído. O que isso representa? Só para se ter uma ideia, o barulho de uma motosserra pode chegar a 100 decibéis, e o de uma britadeira alcança 110 decibéis!
 
As crianças também estão expostas a altos níveis de ruído ao brincar com videogames, frequentar sala de jogos de computadores, ouvir música com fones de ouvido em celulares e em aparelhagens de som. Em ambientes barulhentos é aconselhável usar protetor auricular nos pequenos, que são feitos sob medida e servem para os “baixinhos” – é preciso avaliar a idade da criança para o uso – e também para adultos que querem se proteger da poluição sonora diária a que somos submetidos.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 decibéis começa a danificar o mecanismo da audição. O manejo contínuo de um brinquedo com esse volume pode prejudicar para sempre a audição das crianças. Os menores, de até três anos, são os mais afetados. E se eles têm a audição comprometida, isso pode atrasar todo o seu desenvolvimento, tanto na área da fala e como no desempenho escolar. A exposição a níveis elevados de ruídos pode causar prejuízos irreversíveis. Mesmo breves exposições a sons elevados podem trazer riscos. Portanto, esteja atento na hora de comprar brinquedos. Garantir a segurança dos filhos, com certeza, não tem preço. 
 

*Marcella Vidal é fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas, especialista em audiologia.

 
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por Marcella Vidal

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