João Unes e Théo Mariano
Goiânia – Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, o cientista político Felipe D'Ávila considera que "são boas" as chances de uma terceira alternativa alcançar o segundo turno das eleições neste ano. Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, durante visita ao Instituto Rizzo, em Goiânia, nesta segunda-feira (7/3), o pré-candidato destaca que é "preciso escutar as dores e anseios dos brasileiros". "O Brasil está deprimido e angustiado, dilacerado pela polarização", diz.

Pré-candidato à Presidência da República, Felipe D'Ávila discursou durante almoço no Instituto Rizzo, em Goiânia. (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Apesar de acreditar na presença do petista Luiz Inácio Lula da Silva ou do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições deste ano, Felipe D'Ávila avalia que a tendência é de que os eleitores votem para que alguém "capaz de pacificar o país" também esteja no turno final. "As pessoas procuram a pacificação do país. Não serão dois candidatos que representam a polarização que estarão no segundo turno", complementa o pré-candidato ao citar "a força" da chamada terceira via.
O pré-candidato elenca pontos fundamentais que sua pré-campanha pretende tocar neste momento de divulgação de seu nome para a disputa presidencial deste ano. "O primeiro é a abertura econômica unilateral, junto com privatizações; a segunda é educação, principalmente o ensino básico e elementar; terceiro é meio ambiente". Para D'Ávila, o Brasil pode se tornar a grande potência ambiental do século XXI. "Atualmente, mais de 50 trilhões de dólares são investidos com base em ações voltadas à governança, área social e ambiental."
Embora seja pesquisador com dez livros publicados na área de ciência política, o pré-candidato do Partido Novo não é um dos quadros mais conhecidos pela sociedade brasileira quando o assunto é a eleição que se aproxima. Nas últimas pesquisas divulgadas, o nome de D'Ávila não apareceu com destaque. Para mudar este cenário, o cientista político justifica que, cada vez mais, tem viajado pelo país e conversado com pessoas, além de aproveitar o destaque do Novo em estados como Minas Gerais, onde o atual governador, Romeu Zema, é filiado à sigla.
"O Novo vai estar em colégios eleitorais de vários Estados", acrescenta D'Ávila. Conforme disse ao AR, o partido também tem grandes chances de lançar um nome para a disputa pelo Governo de Goiás. A princípio, o pré-candidato anunciado pela legenda para disputar a gestão goiana é Edigar Antônio Diniz Júnior.
No almoço que o cientista político participou em Goiânia, também estava presentes o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e proprietário da Super Frango, José Garrote, e o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi.
Possível nome para o Senado
Na visita ao Instituto Rizzo, o pré-candidato à presidência também comentou sobre o que representa uma possível candidatura do empresário Leonardo Rizzo ao Senado Federal. "[A pré-candidatura] é excelente. Nós precisamos de sangue novo e principalmente alguém que venha do mundo dos negócios, uma pessoa disposta a entrar na política para desburocratizar e desvencilhar o Brasil das amarras que impedem o crescimento econômico", pontua D'Ávila. Como mostrou a Boca Miúda, o empresário Rizzo, do ramo imobiliário, decidiu ser pré-candidato em busca da única vaga de senador por Goiás neste ano – o Novo é um dos possíveis destinos.