Goiás cresceu acima da média nacional nas últimas duas décadas consecutivas, impulsionado por uma economia diversificada e resiliente. O crescimento populacional do estado foi de 20% entre os dois últimos censos, contra apenas 7% na média nacional. Nesse cenário, Goiânia consolida cada vez mais sua posição como capital regional do Centro-Norte do país, atraindo novos moradores, empresas e serviços que alimentam a demanda por imóveis de forma contínua.
Mas o conceito de moradia tem passado por mudanças e a decisão de compra tem adquirido novas prioridades. Já não se trata de avaliar apenas a metragem ou o acabamento interno do imóvel, mas de analisar a infraestrutura que o cerca. Nesse cenário, ganha força no mercado imobiliário o conceito de novas centralidades urbanas, baseado no fortalecimento de regiões autossuficientes dentro das cidades, capazes de integrar moradia, trabalho, comércio e lazer em um único ecossistema.
Uma boa localização não significa necessariamente os bairros mais valorizados da cidade, mas sim o centro de conveniências que melhor atenda às demandas do comprador de acordo com a sua realidade. O custo-benefício é um pilar fundamental dessas localidades, que combinam multisserviços e áreas verdes que agregam um alto valor de mercado. Essa é uma escolha estratégica para quem busca apartamentos com maiores metragens, conforto e uma infraestrutura urbana completa.
O Eldorado é um exemplo de região que se consolidou com um planejamento urbano consistente, ruas amplas, variedade comercial e áreas verdes generosas. Planejado desde sua origem, no início dos anos 1990, o bairro é referência nacional quando o assunto é bairro planejado. Em uma década, foram 22 empreendimentos lançados, somando mais de 70 torres e quase 5 mil apartamentos. Três décadas depois, ele funciona não como um setor adjacente, mas como uma centralidade própria, uma espécie de “minicidade”.
O desenvolvimento socioeconômico transformou a Avenida Milão em um dos maiores corredores comerciais de Goiânia. A via concentra as maiores redes de serviços em todos os segmentos, como alimentação e gastronomia, serviços, saúde, educação e lazer. Além do Parque Bernardo Elis, que soma mais de 70 mil metros quadrados de área verde e oferta de contato direto com a natureza. A atratividade de morar e investir em novas centralidades se pauta justamente por essa autossuficiência da região. E quem escolhe comprar nessas regiões usufrui desse custo-benefício.
O momento representa uma grande oportunidade para o adquirente ou investidor interessado em um novo bairro para se morar ou investir, assim como para que a população que faz esse processo migratório natural dentro das regiões, possa se beneficiar de localizações que têm sido potencializadas com o investimento do mercado imobiliário.
*Fernando Razuk é CEO da SOMOS Desenvolvimento Imobiliário e presidente do Conselho da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).
