Goiânia –
Medidas para prevenir o contágio por zika vírus serão debatidas em uma audiência pública, na tarde desta segunda-feira (7/12) na Câmara de Vereadores de Goiânia. A intenção é definir estratégias por parte de vários setores da saúde pública para preparar a rede de atendimento e conter casos da doença, que tem assustado a população depois que a Organização Mundial de Saúde confirmou que o vírus pode causar microcefalia em bebês durante a gestação.A audiência será organizada pela vereadora Cristina Lopes (PSDB), com a expectativa de que se chegue a um plano para mobilizar a sociedade e profissionais de saúde e limpeza urbana no combate ao mosquito transmissor, o Aedes Aegypti; orientar gestantes e mulheres que planejam engravidar e assegurar atendimento adequado na rede pública a pacientes contaminados, especialmente gestantes.
Foram convidados os secretários de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, e do Estado, Leonardo Vilela; representantes das vigilâncias sanitária municipal e estadual, da Superintendência Vigilância em Saúde de Goiânia; da Ordem dos Advogados, do Ministério Público, da Comurg e de conselhos profissionais de áreas da saúde. “Temos que buscar informações e mecanismos de cooperação para evitar o contágio, especialmente em bebês e futuras mães, se um surto da doença se manifestar em nosso estado”, argumenta Cristina Lopes.
Brasil
Neste ano, o Ministério da Saúde identificou 1.248 casos de microcefalia em 14 estados, a maioria no Nordeste do país. O crescimento das ocorrências levou pesquisadores e profissionais de saúde a suspeitarem da relação entre o contágio por zika vírus e a má-formação, que torna o cérebro menor que o normal com graves conseqüências para o desenvolvimento da criança.
Goiás
A Secretaria Estadual de Saúde investiga se três casos de microcefalia em Goiás têm relação com o zika vírus. Foram registrados em Rio Verde, Montividiu e Pirenópolis. Em outros oito casos, a SES descartou que a má-formação tenha sido causada pelo vírus. Apesar de não haver registro oficial de casos de zika vírus em Goiás, não se pode descartar que tenha havido contágio. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, com febre, manchas pelo corpo e dor nas articulações, e por serem mais amenos, podem ter passado despercebidos ou serem confundidos com a própria dengue.
A Organização Mundial da Saúde verificou que houve um aumento dos casos de má formação dos cérebros dos recém-nascidos em regiões com a presença do zika vírus. Já foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Por isso, a OMS divulgou alerta, pedindo aos países que reforcem o combate ao mosquito transmissor da doença, que aumentem a capacidade de diagnóstico e deem atenção especial às grávidas para que elas não entrem em contato com o mosquito.