Lorena Lara
Goiânia – Três jovens foram detidos na Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) na manhã desta sexta-feira (23/5). Como resultado da operação "2,80", foram emitidos os quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão contra membros da Frente de Lutas pelo Transporte Coletivo, que se apresenta como um grupo de luta pela melhoria do transporte em Goiânia e que organiza manifestações e protestos na capital.
Heitor Aquino Vilela, Ian Caetano de Olivera e João Marcos Aguiar Almeida receberam mandados de prisão preventiva pelo juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, da 7ªa Vara Criminal. Os estudantes foram presos, acusados de formação de quadrilha, danos ao patrimônio e incitação ao crime.
"Identificamos alguns focos voltados para a destruição do patrimônio público e essa operação atinge um desses focos", ressaltou Lourenço.
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Direitos humanos
Sensilibizada com a situação dos estudantes e diante de manifestações de repúdio à prisão dos jovens, a vereadora Cristina Lopes (PSDB) entrou em contato com Edilson de Brito, superintendente de Políticas de Segurança da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP – GO).
Segundo ela, existe um monitoramento sendo realizado por todo o Brasil, focado na queima dos ônibus e destruição do patrimônio público. "Essa investigação apontou os estudantes como pessoas que incitam a violência e que desencadeiam as manifestações violentas", explicou a vereadora.
Cristina Lopes também foi informada de que os suspeitos vão ficar na chamada "Ala dos Verdinhos" na Casa de Prisão Preventiva (CPP). "Essa é a ala menos violenta, onde ficam aqueles que trabalham durante o dia e só ficam no local para dormir", ressaltou.
Os estudantes foram colocados em separado dos detentos da CPP a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Minha preocupação nesse momento é com o direito de defesa deles", conta Cristina.
"Eles podem ficar presos por até quinze dias, a OAB já forneceu apoio e o departamento jurídico da Universidade Federal de Goiás (UFG) também", confirmou a vereadora. Por meio de nota enviada à imprensa, a OAB reforçou que está acompanhando o caso.