Goiânia – A advogada responsável pela defesa dos três estudantes membros da Frente de Lutas pelo Transporte Coletivo presos na última sexta-feira (23/5) em Goiânia, Natália Oliveira, conversou com o A Redação nesta segunda-feira (26) e explicou que o principal argumento da defesa é de que não existem provas que liguem Heitor Vilela, Ian Caetano ou João Marcos aos crimes listados no inquérito.
Os três foram acusados de formação de quadrilha, danos ao patrimônio e incitação ao crime. Um outro mandado de prisão preventiva foi expedido para Tiago Madureira, também membro da Frente de Lutas, mas Tiago se encontra foragido.
"Não há uma investigação concreta, toda a investigação foi feita pelo Facebook. Tem imagens de posts deles no Facebook no inquérito. Que investigação foi essa?", questiona a advogada Natália Oliveira.
Ela ainda acrescenta que suspeita de perseguição aos advogados de defesa do caso. "Ontem teve um carro parado na frente da minha casa por duas horas, com duas pessoas. Depois, houve outro carro, indo e voltando, na porta da minha casa. Estou achando que há uma repressão diante dos advogados", explica.
A Frente
Giovanna Rosa, também membro da Frente de Lutas pelo Transporte Coletivo, conversou com o jornal A Redação e contou um pouco sobre a situação de Heitor Vilela, Ian Caetano e João Marcos.
Segundo ela, os advogados entraram com um pedido de relaxamento de prisão ainda na sexta-feira (23), quando as prisões ocorreram. "O pedido foi negado no sábado e hoje (26), iam entrar com um pedido de habeas corpus. Se isso for negado, os advogados vão para Brasília tentar isso no Superior Tribunal de Justiça (STJ)", explicou.